domingo, 6 de outubro de 2019

Não me digas o que já sei...
surpreende-me!!
Cris Anvago
A palavra pode ser pedra, flecha, oca, dor, lágrima, sorriso, lua, sol, onda, amor..
A palavra é o teu sentir!
Cris Anvago
Um poema não se veste de palavras.
Um poema veste-nos de emoções...
Cris Anvago
Vamos ver o sol
Sentir como queima
Como o meu toque
Na tua veia
Arrepio de calor
que se expande
Beijos de cor
Pupilas dilatadas
Desejo que cresce
Na manhã floresce
Ampliam segundos
Expandem-se gemidos
Desabrocha na pele
Paixão cresce
Um beijo meu amor, que na manhã floresce a pele no sol que em nós acontece!
Cris Anvago
Distante pode ser tão incerto
Perto também pode ser assim
No entanto, tudo é tão certo
Quando estás perto de mim!
Cris Anvago
Ausento-me de mim para poder chegar a ti…
Cris Anvago

quarta-feira, 18 de setembro de 2019

A imagem pode conter: Cris Anvago, a sorrir, riscas

É urgente viver intensamente todos os momentos felizes!!
Cris Anvago
Nas palavras soltas... encontras-te! 
Nos sonhos... renasces! 
Ou, será o contrário? 
Cris Anvago

Esta noite dei um longo passeio pelas ruas dos meus sonhos...
Cris Anvago
A palavra pode ser abraço, se for afago...
Cris Anvago
Abstractos os pensamentos perdidos
num labirinto de neurónios coloridos
que repousam serenamente numa tela
à espera de alguém que os decifre…
Cris Anvago


A imagem pode conter: noite e fogo

A imagem pode conter: céu, ar livre e água

Que os sonhos sejam azuis...Cris Anvago

A imagem pode conter: Cris Anvago, a sorrir, texto

As palavras são abraços num poema incompleto, tatuagens na pele e sonhos, tantos sonhos por descobrir!
Cris Anvago

Cresci na maresia das palavras imaginadas...
Cris Anvago

domingo, 15 de setembro de 2019

Na pele macia renasce o toque
perdido no entardecer do gesto.
Impressões digitais que se soltam
misturam-se no silêncio abafado.

Um murmúrio isolado quer ser grito!
Tímido o beijo demorado
Nas minhas mãos as palavras
Nos meus lábios o silêncio de um rio
Profundas as sílabas através dos gestos.
Gestos que são reflexos de ti.
Na pele que se pensava perdida, isolada,
afinal era um rio que arrepiava
nas veias partilhadas por nós…
Cris Anvago

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas
Uma lágrima na partida
um sorriso à chegada
Um abraço vazio
que quer sentir tudo,
mas não sente nada.
Um sol que não aquece
Uma memória que se esquece
Um frio, um murmúrio
numa boca fechada.
E, de tanto querer
uma alegre madrugada
A vida é ter
um pouco de tudo
e muito de nada!
Cris Anvago

domingo, 21 de outubro de 2018

Quando o amor é verdadeiro
Não existe razão

para o coração parar!

Existe sim, uma força maior,
um querer, um desejo,
de caminhar lado a lado
O coração só quer amar

E ser amado!

Falas, como se a lua fosse quadrada
Acreditas que não tem fim, a estrada
onde passas todos os dias,
onde escondes lágrimas e melancolias.
E, na noite, quando as estrelas brilham
Pensas como foi o teu dia,
meditas e acreditas que tudo irá melhorar!
Passas os dias
A pensar nos dias que virão,
se a noite será iluminada
ou serás engolida pela escuridão.
De repente, olhas o rio,
desvanece-se o vazio,
as nuvens mostram a lua e as estrelas
e, como é bom admirá-las, vê-las…
As palavras fluem no pensamento,
dissipa-se o tormento.
Nasce o sol, desaparece o lamento
e floresce o sorriso.
Tens tudo para viver!
Carinho, amor,
tudo o que é preciso
para florescer de novo
E, renascer!
Cris Anvago

sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Uma parte de mim é racional, pés assentes na terra, pensamentos lógicos, medir consequências, prós e contras de cada movimento, de cada palavra em todos os segundos! 

Detesto a racionalidade que a sociedade me impõe!

Sinto-me prisioneira, num colete de forças que prende a minha cabeça, que mede as minhas palavras, que aprisiona o meu raciocínio.

Gosto de flutuar no sonho, de navegar no sorriso, não pensar no tempo e ignorar o espaço.

E, a liberdade, a minha liberdade, começa nesse momento, nos segundos que não são medidos, nos carinhos que não são pensados mas sentidos, nos beijos que são saboreados e não programados.

Não sou uma máquina! Não gosto de programar os sonhos, os abraços e os carinhos!

Detesto a sensatez que tenho que ter em todas as palavras que tenho que dizer, porque, as palavras, como os pensamentos, devem fluir e não ficarem aprisionadas, censuradas por leis que pouco conheço, não concordo mas, o meu cérebro grita-me que tenho que seguir!

Não gosto de sentir os movimentos apertados, nem aceito que as minhas palavras estejam vestidas com blusas de licra que sufocam o bater do meu coração!

Gosto do sonho e da palavra que sai diretamente do coração, sem passar pelo filtro do meu cérebro!

Quando estou em silêncio, estou numa amena conversa comigo, vejo-me, revejo-me e penso-me.

Detesto ser racional por imposição!

Adoro sonhar, florescer na madrugada dos meus sonhos!

Cris Anvago