terça-feira, 31 de março de 2015

ABRIL

    Em Abril
    Águas mil
    Que percorrem o corpo...
    Na primavera recém-chegada
    O verão que se anuncia
    No corpo
    A voz da madrugada
    O sol que incendeia
    A minha febre
    Na veia que corre
    Em ti
    A cascata que escorre
    Entre os seios
    Beijados
    Braços abertos
    Na paisagem mágica
    Do prazer que nasce
    Calam-se as vozes do relógio
    Que grita os segundos que passam
    Mundos que se agitam em nós
    Somos coração
    Sangue
    Prazer
    Voz
    Que ecoa em todo o nosso ser!
    (Cris Anvago)
    Foto de Cris Anvago.

segunda-feira, 30 de março de 2015

    Vivo-te
    Nas manhãs perdidas de mágoas
    Nas noites claras e brilhantes
    Onde o amor grita

    Vivo-te
    Nas horas certas
    Do sentir intenso
    Do arrepio que se estende
    Entre a escuridão da noite
    E o amanhecer

    Vivo-te
    E nesse espaço
    De tempo certo que passa
    E o nosso tempo incerto
    Que não se esgota
    Nasce um mundo
    O nosso!
    (Cris Anvago)

    Foto de Cris Anvago.

INSPIRAÇÃO

    Inspiração
    Sonhos escritos em palavras doces
    Realidades vividas em gestos singelos...
    Lágrimas caídas
    Sorrisos abertos
    Abraços repetidos
    Apertados e belos
    Inspiração é vida
    Que nasce dentro e se expande
    Em palavras
    Na tela
    Na melodia
    Na escultura
    Num sorriso…
    Em tantas formas de arte
    Na arte de apreciar outras pessoas
    De respeitar as diferenças
    De amar sem restrições
    Na arte não existem tabus
    Nem grades ou gaiolas
    Livre é o pensamento
    O gesto
    A pintura
    A palavra
    Inspiração é viver a sorrir
    Num mundo cinzento
    Apertado e crítico
    Tudo o que fazes é mau
    O bom de ti está escondido
    Inspiração é ultrapassar
    Não ouvir palavras de pedra
    Caminhar devagar
    Sonhar e amar
    Inspiração
    Flor que nasce
    Cresce
    Expande-se
    Vê-se a beleza pelos olhos da pessoa inspirada!
    (Cris Anvago)
    Letras soltas
    Esvoaçam pela minha imaginação
    Tentando formar palavras com nexo
    Nesta minha inquietude
    Esvoaçam sentimentos livres...
    Silêncios de amor
    E as letras tentam unir-se em palavras
    Que sejam capazes de descrever
    As minhas emoções
    Os meus sentires
    Que não são decifráveis em palavras
    Porque são gestos
    Carinhos
    Toques
    As palavras escrevem-se
    Modificam-se
    Apagam-se
    As emoções perduram
    O amor é ilimitado
    Não se consegue explicar
    Só pode ser sentido...vivido...
    Como descrevê-lo
    Em simples palavras
    Onde apenas as letras se encontram?
    (Cris Anvago)

Obrigada amiga Lourdes Sousa!!

    "@[100000736758227:2048:Cris Anvago] ______ @[609777435767585:274:Cris Anvago - O Sentir nas Palavras]  <3"

domingo, 29 de março de 2015

    Na noite vazia de chuva
    O meu corpo é rio no teu mar
    Doce e salgado
    Harmonia nos suspiros
    Que se soltam no eco da escuridão...
    Sou sol no inverno
    És chuva no Verão
    (Cris Anvago)

A TELA

    Imaginei a vida 
    Pintada numa tela
    A preto e branco...
    Perdi-me no cinzento
    Encontrei-me
    No branco das nuvens
    Nas gaivotas
    Que voam livremente
    As noites escuras
    Com sorrisos
    Sem lamentos
    Fechei os olhos
    Surgiu o preto
    Sonhei
    E a tela ficou colorida
    Imagino as cores que quero
    Na tela da minha vida!
    (Cris Anvago)

    Arte de Míriam Merci

    "A TELA

Imaginei a vida 
Pintada numa tela
A preto e branco
Perdi-me no cinzento
Encontrei-me
No branco das nuvens
Nas gaivotas
Que voam livremente
As noites escuras
Com sorrisos 
Sem lamentos
Fechei os olhos
Surgiu o preto
Sonhei
E a tela ficou colorida
Imagino as cores que quero
Na tela da minha vida!
(Cris Anvago)

Arte de @[100000932152986:2048:Míriam Merci]"
    "Uma maravilhosa semana para toda a gente :) Beijinhos <3"
    Foto de Cris Anvago.

quarta-feira, 25 de março de 2015

    Palavras ocas
    Sem sorrisos
    Sem lágrimas
    Sem emoção
    Sem lamento...
    Palavras
    Que não servem para nada
    (Cris Anvago)

sexta-feira, 20 de março de 2015

    E quando fazemos amor
    Existe ao nosso redor
    Um misto de céu e mar
    A alma voa
    No corpo sal...
    Endoidece
    E quando fazemos amor
    O mundo é ternura
    O beijo perdura
    Nos lábios vermelhos
    Do querer e desejar
    Melodiosa
    A nossa forma de amar
    Sintonia
    Descompassada
    Na onda majestosa
    És lírio
    Sou rosa
    Somos perfume
    Na noite de intenso luar
    (Cris Anvago)

quinta-feira, 19 de março de 2015

NOITE SUAVE

    Gosto de sentir-te
    Na noite calma
    Onde a pele grita...
    O amor da alma
    No coração
    Que endoidece
    No beijo
    Que em ti se esquece
    Na gélida noite escura
    Calmo o teu olhar
    Que enternece
    Envergonha o luar
    Mãos insistentes
    Paixão que aquece
    Corpo que se rende
    Suspira e padece
    No esquecimento
    De um doce abraço
    Que não é nó
    Mas terno laço
    Na pele pétalas
    Das rosas vermelhas
    Perfume em nós
    Na noite o silêncio
    Arrepio na pétala que voa
    Ao toque da minha voz
    (Cris Anvago)
    Não me perguntes
    A razão do meu amor por ti
    O meu coração não sabe explicar
    Só bate descompassado
    Quando está perto de ti...
    No amor não existe razão
    É o sentir, a intuição
    Arrepia a pele
    O desejo é vulcão
    Tudo aguenta o coração
    E sorri na felicidade do abraço
    Brinca na emoção
    No sentir e no querer estar
    Sempre perto
    Manda na imaginação
    No pensamento
    O coração é soberano no amor!
    Amo-te sem explicação
    No beijo intenso
    Onde dança o corpo
    Viaja a mente
    Amo-te assim
    Simples e sem complicação
    Perto, distante
    Sempre!
    (Cris Anvago)
    É bom quando me compreendes e me apoias…(Cris Anvago)

Obrigada amiga Lourdes Sousa!

    "A noite pode ser só
escura 
Se não existir poesia 
no sentir

___________ @[100000736758227:2048:Cris Anvago]"
    Foto de Cris Anvago.

segunda-feira, 16 de março de 2015

sábado, 14 de março de 2015

PALAVRAS ATIRADAS

Atiras as palavras pela janela
Num momento de loucura
Esperas que voem
E, as que caíram e se partiram
Que fazes com elas?
As que atingiram pessoas que passavam
Pensaste por um momento
Que as tuas palavras as magoavam?
Atiraste as palavras
Como se fossem pedras
Facas afiadas
E não te importaste
Com nada! Nada!
Não pensaste
Agiste por impulso
Desculpas-te
Algumas retornaram
Atingem-te
Sentes a dor
Das tuas próprias palavras?

(Cris Anvago)

TODOS SOMOS POESIA

    Poesia é tudo o que vivemos
    A paisagem que admiramos
    A criança no nosso colo...
    O abraço apertado que damos
    As lágrimas que correm
    A emoção que aflora
    Nos momentos alegres e tristes
    A gargalhada solta
    A palavra que não se escreve
    Os gestos que fazemos
    Poesia está em nós
    Em todos os nossos sentidos
    Porque poesia é sentir
    Viver e amar
    Todos somos poesia!
    Vestida e entranhada na nossa pele
    Nos livros que lemos
    Nos sonhos e realidades
    Nos beijos que damos
    Nos gestos e afagos
    Tatuados de poesia
    Porque a poesia vive-se!
    (Cris Anvago)

sexta-feira, 13 de março de 2015

    Foto de Cris Anvago.

INFÂNCIAS

    A brisa que acariciava os segredos
    Soltou-se e esvoaçou suave
    Perante obstáculos, muros e medos...
    Na chuva da tarde soltaram-se suspiros
    Coração que dispara na corrida
    Nos lamentos que se esvaíram no tempo
    Cortina de luz na vida
    Dança nas gotas
    Cascatas de sorrisos
    No “flash” de uma máquina antiga
    Ficaram gravados a preto e branco
    Pedaços pouco visíveis da infância
    Entre o vinil da música que entoava
    No gira-discos antigo
    Onde a agulha se esforçava
    Para não saltar as palavras cantadas
    Joelhos esfolados
    Com pensos rápidos enfeitados
    Escondiam-se os corpos atrás das árvores
    Nas brincadeiras onde todos se escondiam
    E na grande correriam esforçavam-se
    Por chegar primeiro á grande árvore
    O esforço era recompensado
    Corações acelerados
    Crianças que sorriam
    Assim muitas infâncias
    Num país cinzento enchiam os dias
    De gritos, medos e fantasias
    A brisa que acariciava os segredos
    No diário desvendados e fechados a cadeado
    Infâncias ao ar livre!
    (Cris Anvago)
    Foto de Cris Anvago.

quinta-feira, 12 de março de 2015

quarta-feira, 11 de março de 2015

terça-feira, 10 de março de 2015

NA TELA SOU ESPECIAL…COMO NA VIDA!

As minhas palavras
Escritas na pauta de uma suave melodia
Cores que esvoaçam
Espalham-se fantasias
Acordam-se realidades
Soltam-se beijos
Na espiral onde o sol nasce
Amarelo vivo reflete o sorriso
Navego sem rumo
Na tela de um belo quadro
Que me inspira a mergulhar
Na fantasia do mar
Sou gaivota
Vês-me na tela da vida?
Suavemente corto o vento
Com as minhas longas asas
E grito o teu nome
Olha-me por dentro e verás
O meu coração que bate
Na tela onde esvoaçam as pulsações
Onde a esperança cresce

Adormeço na tela onde os meus sonhos coloridos se espalham…
(Cris Anvago)


Quadro: Miriam Merci


    TERÇA FEIRA - 10/03/2015 - " SEU ESPAÇO " das 22 à 1 h da manhã de Portugal
    www.radioalemfronteiras.net
    PAINEL DE LEITORES: Cinthia Moretti - Camila Carvalho - Licinia Oliveira - Rosa Silva
    GRANDE PAINEL DE COLABORAÇÕES DE AUTORES : Suely Sette - Maria Ester Pena Carvalho - Mirian Menezes de Oliveira - Celso Ferruda - Cínthia Moretti - Ana Carvalhosa - Mario Barreto França - Sandra Cardoso - Luciano Reis - Chico Bento - Isidoro Cavaco - Laurentina Moreira - Soninha Porto - Mila Lopes - ...Amy Dine - Rosa Alentejana Felisbela - Victor e Bruno Cau Ésther Gerheim - Josenilson Leite - Fernandes Albertina - Haroldo Barbosa Filho - Carlos Fragata - Maria Sousa - Maria Maria De Lurdes Cunha - Maria Maria De Lourdes Ferreira - Sandra Ferrari Radich Fresa - Liliane Oliveira - Elizabete Elisabete Leite - Lurdes Maravilha - Ana Wiesenberger - Léa Ferro - Liska Azevedo - Merlin Magiko - Lígia Beltrão - Cris Anvago - Lucy Mendonca - Paula Duarte - Maria Maria Luíza Faria - Aurea Maria Justo - Elair Cabral - Rosa Resende - Zita Guerreiro - Naná Ferreira Gonçalves - Izani De Fatima Ferreira Pinto - Joana Salgado -
    A MÚSICA E A REDESCOBERTA DO DIÁLOGO RADIOFÓNICO SEMANAL
    António Silva

MULHER TODOS OS DIAS!

A maneira como se veste
Penteia o cabelo longo ou curto
Tanto faz
Se usa saia, Vestido ou calção
Calça branca no Inverno
Preta no verão
Se é inteligente
É interessante ver
Admiração no rosto de alguma gente
Como se fosse anormal
Uma mulher alcançar alguns cargos
Considerados mais significativos
Passam os séculos, correm os anos
Ainda se ouvem desculpas
Teve sorte, está onde está graças ao marido, irmão…
E mais alguém na cadeia familiar
Para não falar no que se ouve falar em relação a algumas subidas
Mas, se a mulher quiser aprender carpintaria
Também não é visto com bons olhos
Esta e outras profissões são para os homens!
Os mesmos homens que se ajoelham
Para pedirem a mulher em casamento
Que imploram que fique com eles
Mesmo quando lhes batem.
Todos os dias são “dia da Mulher”
Para que ela própria pense mais nela
Para que as mulheres também não critiquem
As próprias mulheres e as rebaixem
A mulher tem que respeitar-se e saber respeitar
Olhar em frente
Não baixar a cabeça e receber sempre o que merece!
Para o Homem (felizmente ainda existem muitos)
Mais um dia em que respeita a Mulher!

Hoje, ontem e amanhã é o dia de quem se respeita e respeita o seu semelhante!

(Cris Anvago)

segunda-feira, 9 de março de 2015

Quero recortar pensamentos, como se fossem nuvens que esvoaçam sem destino, retirar pequenos fragmentos, arredondar as frases, afagar os momentos.

Quero pintar os movimentos, como se fossem rodas soltas no ar, esvoaçam as cores, frescas, distantes, as cores do meu pensar.

Quero beijar as palavras, como se de pétalas se tratassem, palavras simples e suaves, que toquem na maciez do coração que ri, despir o teu corpo das palavras que não usarás, porque não farão falta para amar.

Quero recortar pensamentos, enchê-los de momentos, afagá-los com nuvens de algodão doce, como doces são os beijos que conseguem calar as palavras para as beijar em silêncio.

Pe  n sa  me  n  to  …… recortado…..


(Cris Anvago)

quarta-feira, 4 de março de 2015

DELÍRIO NAS PALAVRAS

A suavidade nos espaços inexistentes
Entre os corpos que cantam
Indolentes e irrequietos
Chuva que se intensifica
Na primavera da paixão
Modifica o clima interior
Do teu corpo corrente de prazer
Sou suave no querer
Por querer e sentir
No olhar que se intensifica
E fica parado
Não desisto de pintar-te
Na minha tela de sonhos
Que voam como balões coloridos
Amo-te entre risos
Cócegas que são borboletas
Na chama que cresce
Na explosão inevitável do prazer
Sinto na escuridão da noite
O teu olhar na ponta dos dedos
Escreves poesia nos meus neurónios
Ofegantes que gritam por ti
Na suavidade do espaço inexistente
Somos um
Nas palavras que não existem
Delirei nos delírios que brotaram de ti
Jardim que me encanta
É inverno na primavera que já floresce
Canta o teu corpo na sede da garganta
Onde mergulhamos entre beijos
Suavidade, fogo, explosão
Onda gigante do teu corpo renasce!

(Cris Anvago)

AMO-TE

Quero-te
Na noite que não tem hora
Os ponteiros do relógio congelaram
Na imagem do dia que se esvai
No rio que teima em desaguar no mar
E se perde no esplendor do infinito
Na voz que ecoa no sentir da pele que arrepia
No sol que escalda na intimidade do corpo
Rubras as faces do fogo que nasce por dentro
Sorriem a cada beijo que flui nas veias
Brotam sussurros nos lábios entreabertos
Quero-te
Desejo as manhãs quentes do teu sorriso
As ondas que se desprendem das ancas
Que dançam freneticamente o tango dos amantes
Que se desnudam no jardim florido da sua insensatez
Os meus dedos são amoras silvestres
Que brotam livres e passeiam pelos teus poros
O teu odor jasmim alimenta a minha calma
Depois da tempestade que te inundou
Quero-te
Na galáxia distante
Que ninguém conhece nem alcançou
No mistério em que adormeço
Esqueço-me no teu corpo
Onde sempre quero amar sempre mais
Quero-te e não me perguntes a razão
Loucamente navego-te
Amo-te no muito que te quero

(Cris Anvago)

Obrigada amiga Helena Carmo pelo carinho, beijinhos

    "Obrigada pelo carinho amiga @[519889714:2048:Helena Carmo] <3 Beijinhos"

segunda-feira, 2 de março de 2015


A SOMBRA

A sombra
Que te acompanha
Não é tua
É a sombra do que foste
Do que não queres ser
Uma sombra sem vida
Que caminha sem querer
Não acredita em ninguém
Isolada e amorfa
A sombra que só acompanha
O caminho dos outros
Que passeia nos pés dos outros
Não tem força de vontade
Não tem querer
Desprende-te dessa sombra
A tua sombra tem vida própria!
A que tu lhe dás!

(Cris Anvago) 
As minhas palavras
Não são só minhas
São também tuas!
Se as sentires…

(Cris Anvago)

    Nas costas doloridas
    Cansadas de carregar o mundo
    O corpo que se desprende num segundo
    Lágrimas que secam
    Sal que se desprende nas carícias suaves...
    De um doce e feliz amor
    Coxas que se elevam no salto
    Transpõem muros de pedra em pedra
    Nas estradas que nos levam
    Ao infinito ou a um sítio seguro
    Quero a leveza das tuas carícias
    Movimentos de ondas
    Estrelas, espuma branca, preguiça
    Nos grãos de areia descansam e chamam
    Pelo teu nome que se afasta das marés
    Nas nuvens algodão branco que correm
    Suave é o céu no teu corpo hortelã
    Picantes os dedos que ambicionam
    O prazer gritante na garganta que seca
    Água que se esgota, límpida, cristalina
    Como a língua que se espalha no corpo delirante
    E a lua canta o segredo dos amantes
    O mundo desabou nas minhas costas
    Desintegrou-se nos carinhos dos teus olhos
    Ventanias que espalharam lírios em campos dispersos
    Sou segredos que chovem nos dias de sol
    Sou translúcida no sentir
    Imperceptível no meu, teu querer
    Se me decifras lês os meus encantos
    Que navegam nas ondas mais altas
    Dos oceanos que não se esgotam
    (Cris Anvago)

domingo, 1 de março de 2015

    Sinto o teu doce abraço
    Que rodeia e acolhe o meu sentir
    Os teus beijos que me matam a sede
    De viver e ser amada
    De me sentir a flor mais bonita num jardim imenso...
    Sinto a pele que arrepia
    No calor do teu corpo
    E…a noite cai, a lua já se despediu
    Nós continuamos no abraço que se quer longo
    Na maciez dos desejos que se querem fortes
    Sinto-te na noite que não esquece quem se ama
    (Cris Anvago)
    Se és um cavalo selvagem
    Não te deixes dominar
    Galopa pela estrada de vida
    Deixa que o vento seja teu companheiro
    Galopa na praia...
    Sem regras e sem tempo
    Se és um cavalo selvagem
    Aproveita o que a natureza te oferece
    Conta só contigo e luta por ti
    Selvagem serás só de nome
    Serás um cavalo em liberdade
    Sensível e com os instintos apurados
    Sem rédeas
    Sem dono
    Serás tu mesmo
    E o teu instinto te dirá o que é melhor para ti!
    (Cris Anvago)
    Não existe um tempo certo para amar
    Não existe o amor com tempo programado
    Não existem palavras pré-definidas
    Quando se está com quem se ama
    Tudo tem que ser espontâneo...
    Para ser mágico
    Para existir melodia
    O tempo para amar é agora
    O ontem e o amanhã
    Amar sem tempo
    Ter sempre tempo para amar!
    (Cris Anvago)
    Quando o corpo se cansa do árduo trabalho, do dia que não te deixa descansar, os problemas acumulam-se e os papéis fazem uma pilha torta, nada homogénea, nada bonita.
    O pensamento quer voar, pensar como seria se, de repente, do nada surgisse uma forma de vida mais simples, descontraída, onde tudo se resolvesse, fizesses o que gostas, sorrisses mais, amasses mais.
    Que o teu exercício não fosse só os dedos que bailam nas teclas do computador, os papéis e mails que se acumulam á... espera do teu querer e força para trabalhar.
    Cada vez o teu sorriso se desvanece mais, mas, necessário o salário que recebes, que depois achas que é tão pouco para o tanto que fazes!
    Sentes que ninguém te compreende, que és mais um número feito para trabalhar.
    Quando nasceste pensaste que tudo seria mais fácil, querias chegar á idade adulta, agora tens saudades dos teus tempos de criança.
    Seria bom se todos nós só fizéssemos só o que gostamos de fazer, sem horários e preocupações, gerir o nosso próprio tempo, fazer tudo ao nosso ritmo, seria bom…
    (Cris Anvago)
    Foto de Cris Anvago.