quarta-feira, 4 de março de 2015

DELÍRIO NAS PALAVRAS

A suavidade nos espaços inexistentes
Entre os corpos que cantam
Indolentes e irrequietos
Chuva que se intensifica
Na primavera da paixão
Modifica o clima interior
Do teu corpo corrente de prazer
Sou suave no querer
Por querer e sentir
No olhar que se intensifica
E fica parado
Não desisto de pintar-te
Na minha tela de sonhos
Que voam como balões coloridos
Amo-te entre risos
Cócegas que são borboletas
Na chama que cresce
Na explosão inevitável do prazer
Sinto na escuridão da noite
O teu olhar na ponta dos dedos
Escreves poesia nos meus neurónios
Ofegantes que gritam por ti
Na suavidade do espaço inexistente
Somos um
Nas palavras que não existem
Delirei nos delírios que brotaram de ti
Jardim que me encanta
É inverno na primavera que já floresce
Canta o teu corpo na sede da garganta
Onde mergulhamos entre beijos
Suavidade, fogo, explosão
Onda gigante do teu corpo renasce!

(Cris Anvago)