segunda-feira, 28 de dezembro de 2015


Estremeço nas palavras que não digo
Guardo-as numa caixa fechada, meu abrigo
O céu fica nu sem as estrelas
Ficam tristes os olhos que não conseguem vê-las
Sem ondas o mar adormece
A sereia, sem admirador não aparece
O sol não brilha por detrás das nuvens
A estrada é fácil se não existirem curvas
A chuva não cai se a nuvem não chora
Evapora-se o sorriso se o amor demora
Os lábios não beijam se não existir outra boca
Fico fora do meu corpo quando fico louca
Do desejo que não se perde no toque
Aquece é paixão é desejo
Fogueira, tentação
Não adormece o corpo
Intimidade com imaginação
Explorar o inimaginável
Descobrir o improvável
Seduzir é tentação
Olhar que despe
Corpos no chão
Imaginação que estremece
Nas palavras que não digo
Guardo o sabor do desejo na minha mão

Cris Anvago

SER PERFEITO NA IMAGINAÇÃO

Olhas
Inventas perfeições
Sonhos e fantasias
Moldas o rosto e o coração
Sonhas com as noites e os dias
Caminhas numa estrada repleta de flores
Desenhas amores e paixões
Juntas dois corações
Cantas a mesma melodia
Moldas com a imaginação
A pessoa ideal
Leal nas tuas convicções
Não pensas em mais nada
É claro, límpido como a água
Daquele rio com que sonhas
A mão na mão amada
Perfeição
Na imaginação
De um ser que inventas
A descoberta das imperfeições
acabam com o sonho perfeito da realidade idealizada!

Cris Anvago
Um livro
Sonhos
Viagens
Mistério
Emoções
Pele
Arrepio
Suspense
Imaginação
Sorrisos
Alegria
Um livro é sempre uma boa companhia!

Cris Anvago
Dentro do universo de sensações
Razões não existem
Persistem os toques sem questões
Rodam as ancas que enlouquecem
Nos silêncios que se alegram
Cantam os olhares e abraçam-se gemidos
Novas sensações nas mesmas mãos
Nos mesmos braços unidos
Que se tocam e inventam
Canções novas
Letras que esvoaçam.
Dentro do universo
Das sensações
Paixões
Que exaltam os vulcões em noites que antes eram calmas…

(Cris Anvago)

PALAVRAS DE OUTONO

Num poema
Rasgado
Onde os versos se desencontram
As palavras não têm voz
Caladas adormecem na janela da noite
Num poema
Onde a lua não brilha
Onde a vontade desanima
Na frase não dita.
No fundo encontram-se os passos
Que vagueiam pela noite
E, o dia não nasce enquanto o sorriso não chega
Lutam os dedos nas teclas
Na construção de um poema embargado na emoção
O sentir está adormecido mudo, sem perdão
Como folhas de outono
Caídas no chão, sem cor, sem vida
Letras que se baralham e atropelam
Na vontade de vencer o vazio
Da luta que se ergue
Com vida! Com força!
Onde um rio quer ser mar!
Num poema onde o futuro seja agora!
Num poema sem lágrimas
Onde o sol se liberta da noite
E, em todas as horas existe luz!
Poema que grita, ama e vive!
Hoje
Esse poema não existe, rasguei o papel e as palavras serão sementes num chão fértil de lágrimas de outono…

Cris Anvago
Cantei
E dizem que encantei
Sorri
E por dentro chorei
Alegria e orgulho
Das palavras que entoei
Na sala silenciosa
A minha voz foi poema
Que não rimou
O coração foi maior
A emoção aflorou
No poema que sentiram
Todo o meu sangue eclodiu
Numa explosão de sentir imenso
Sentiram o que senti
Aplaudiram o que não rimou
Mas floresceu na palavra simples
O meu Eu sensível e forte
Amor e luta o meu mote
Cantei e continuo a cantar
Flores silvestres, lua e mar
Sedução, tremor e canção
Dança que balança no corpo ávido de tocar
Senti
Sentiram
O amor na vida!

Cris Anvago

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Sou
Arrepio no corpo
Gota redonda no rosto
Agulha no pensamento
Arvore que abriga
Sol que queima
Vento que fustiga
Palavra que acarinha
Gesto que incendeia
Vela que se acende
Candeia que ilumina
O caminho sombrio
Da ideia que pode florescer
Sou campo de ervas daninhas
Bravas e sensíveis
Que só querem colorir o caminho feito de pedras
Cresço a cada segundo
Aprendo a cada minuto
Escuto
Falo
Encanto-me com a beleza do por do sol
Gosto da simplicidade das palavras
Sou sensível na fortaleza em que me envolvo
Canto, danço e amo
Com toda a intensidade que explode dentro da palavra não escrita.

Cris Anvago

domingo, 6 de dezembro de 2015

Adoro
quando o meu corpo nu desliza no teu
sentir o teu pulsar de desejo em mim

Adoro
tocar-te…sentir-te…ouvir-te…
murmurar palavras sem sentido junto do teu ouvido
a minha língua beijar a tua orelha

Adoro
quando gemes de prazer e os teus olhos brilham
sentir-te mar
o teu corpo estremecer quando estou em ti

Adoro
amar-te á luz das estrelas que sorriem para nós


(Cris Anvago)
A lágrima salgada que rola pela face
É o grito do oceano que inunda o nosso corpo!

(Cris Anvago)

sábado, 5 de dezembro de 2015

Deixas voar as palavras
Mas, por gestos sensíveis
Consegues escrever em mim
Tudo o que não dizes
Tudo o que calas
Cantas-me melodias
Vestes-me nas noites frias
Com o calor do teu sorriso
Deixas voar as palavras
Mas dizes-me tudo
Nos gestos com que me tatuas
És tudo o que preciso!

Cris Anvago

Não é poeta quem escreve
Mas quem, por magia
Coloca tristeza ou alegria
Nas palavras que se soltam
Veste as palavras de emoção
Sorriso e paixão
Sem possui-las
Pede-as emprestadas aos gestos
Que acarinham o leitor
Envolto na sua existência
Confunde-se com a essência
Que as palavras tentaram esconder
Revela sem intensão
A sua alma!
O seu sonho e viver!

Cris Anvago
Quero que o teu corpo fale com o meu
E os nossos lábios emudecem num intenso beijo

(Cris Anvago)

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015


    Que os meus sentimentos
    Sempre sejam estrelas no meu olhar
    Cris Anvago




    3/10 /2015-Causa solidária "Mulher, Ser, Sentir e Acontecer" Um Abraço das Artes plásticas e Poesia com a Saúde, para uma causa solidária da Luta contra o cancro da mama. O livro solidário "Ser Mulher" palavra no feminino desenho no masculino! Todos por uma nobre e grandiosa causa! Foi uma honra participar no livro e no evento!!


    3/10 /2015-Causa solidária "Mulher, Ser, Sentir e Acontecer" Um Abraço das Artes plásticas e Poesia com a Saúde, para uma causa solidária da Luta contra o cancro da mama. O livro solidário "Ser Mulher" palavra no feminino desenho no masculino! Todos por uma nobre e grandiosa causa!

Livro solidário, onde participei, a favor do cancro da mama.
Quero que o teu corpo fale com o meu
E os nossos lábios emudecem num intenso beijo

(Cris Anvago)
    Na ausência
    Da lua fixa-te no brilho das estrelas
    Na ausência
    Das horas vive o infinito do tempo
    Na ausência ...
    De ti encontra a tua consciência
    Liberta o teu coração
    E abraça o amor que brota do teu interior.
    (Cris Anvago)

IMPORTANTE O VAZIO

Importante
A magia da lua
O sorriso do sol
O odor da relva acabada de cortar
A saúde
A força para ajudar
O infinito
Misterioso, imaginário
Que nós queremos acreditar
O abraço
Aquele que aperta o coração
A emoção num sorriso por despir
Despir o sentir!
Viver o sonho
Sonhar de olhar lacrimejante
De alegria e calor humano
Gritar o gesto no emudecer da palavra
Palavra que abraça o coração do outro
O outro que é mais importante para nós
Nós que precisamos seguir o nosso caminho
Não sós!
Acompanhados pelos amigos
Abraçados no amor
Amor que se revela em pequenos gestos
Amizade que é mais que tudo
Que não são restos de nada
Que é sol que ilumina
Caminhada
Sorriso
Alegria
E somos tudo!
E nada somos
Heróis
Vagabundos
Peregrinos
Caímos e levantamo-nos
Choramos e sorrimos
Lembranças boas
Calmas palavras serenas lembranças
Desejos alcançados
Sonhos de criança!
E somos um todo
E somos o muito
Somos o enaltecer da palavra
O gesto e o sorriso
Com hipocrisia não somos nada!
Somos vagabundos no tempo
Sem sonhos nem morada
Amarguradas almas que se desvanecem
Numa qualquer perdida estrada…
Mas somos mais!
Somos tudo!
Se pensarmos nos outros
Se pensamos que podemos mudar o mundo
O mundo é a estrada que escolhemos
As experiências são as que vivemos
E somos altos
E somos tudo!
Desistir dos sonhos
É ficar mudo!
E eu tenho voz!
Nem a montanha me cansa
Escalada em tempestades e bonanças
De gatas, em pé ou a rebolar pela montanha
Eu quero tudo!
Não tenho a verdade absoluta
Mas a vaidade dos outros não me convence
As frustrações e desilusões
Pertencem aos outros que as querem como suas
E, se não se calam perante a realidade
Outra voz se instala
A voz da verdade!
Sou calada e atenta
Observadora e inquieta
Pensadora e não sou poeta
Porque não me elevo tão alto
Tenho limites no ilimitado sonho que me move
Sou eu!
Pequena mas forte!
Amiga com sentimentos nobres!
Pobres de espírito aqueles que não se levantam
Que não socorrem quem precisa
Todos nós precisamos
Somos únicos mas amamos
No mar, no tempo, na palavra
Somos o cais onde partem as naves para as descobertas
Mas o mundo que precisamos descobrir é o nosso!
 O interior! Aquele que tem valor
Palavras, gestos, tempo, terra rio e mar
Somos a incógnita de um segundo
Um gesto que nos pode alcançar!
Somos fortes, meigos profundos
Sabemos pensar, acreditar e sonhar
Somos felizes, infelizes tudo faz parte de nós
Somos quadro inacabado
Pintura esborratada
Silêncio e voz!
Somos únicos
Na essência com que nos moldamos
Somos barro cru
Antes de sermos escultura
Somos tudo o queremos ser
No acreditar, no amar e no viver!

(Cris Anvago)

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Livro com todos "ARTE" - espectáculo do Coliseu dos Recreios-Lisboa-26/09/2015


Coliseu dos Recreios-Lisboa-26/Setembro/2015

Um abraço meu à poesia de todos nós!!



    A voz
    Pode abraçar e beijar corações de todo o mundo
    A voz
    Pode ser poderosa
    Ser gentil, meiga, ter emoção...
    Por vezes sou voz
    Outras sou palavra
    Sempre sou sentir!
    (Cris Anvago)

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

    Gosto de pensar-me
    Ler-me por dentro
    Analisar o que sou, o que penso...
    Sou pouca coisa...
    Algumas qualidades e uma montanha de defeitos......
    Penso-me junto de quem me ama
    Sinto-me mesmo que não me sintam
    Gosto de amar quem amo
    Amo os defeitos e as qualidades
    Penso-me e penso-te
    E neste tão grande pensar
    Aprisiono o meu coração para não me influenciar...
    Se me pensas...pensa-me num todo...
    Os defeitos fazem parte de mim...
    Leio-me, apago-me, neste livro imenso da vida...
    Não consigo apagar todos os defeitos...
    Penso-me e faço o que acho certo...
    Mesmo que nem sempre seja...
    Vês-me e pensas-me como me sentes!
    (Cris Anvago)
    Não me perguntes porque sigo por esses caminhos com menos flores e mais espinhos. A firmeza dos meus passos dão-me a segurança que preciso para alcançar os objectivos a que me proponho.
    Não me perguntes porque escolho assim os caminhos se existem atalhos que vão dar ao mesmo lugar.
    Deixa-me escolhe-los, errar e aprender!
    Lutar e vencer!
    Não me perguntes porque luto tanto, porque acredito tanto....
    Não sei viver de outra maneira. Gosto de obstáculos e barreiras para sentir que tenho força e asas, para me sentir uma verdadeira guerreira.
    Gosto de desafios, daqueles em que o sangue pulsa nas veias na incerteza da vitória!
    Gosto de caminhar pelas pedras, escorregar e voltar a levantar-me mais forte e determinada!
    Sei que existem estradas, mas prefiro os caminhos onde cheira a relva acabada de cortar.
    Na minha caminhada existem sempre flores, o que eu preciso sempre é de acreditar em mim!
    (Cris Anvago)

    Abstractos são os corpos unidos
    Na tela branca.
    Onde as cores
    Em desalinho se misturam
    Na beleza das sensações...
    Dos toques que despertam.
    Na tela o brilho do prazer
    Pintura que não se entende
    Apenas se sente
    Vive-se!
    Abstractos momentos
    Gritos sem sentido
    No eco da noite que se cala.
    Dois corpos que se embalam
    No delírio do vulcão
    Chama que incendeia
    Na madrugada que observa calada
    Os momentos extasiantes
    Doce loucura de quem se ama!
    (Cris Anvago)
Os passos apressados
 Na noite sombria, escura e fria
 Objectivos definidos na mente
 De que quer sobreviver
 Antes do nascer do dia
 A sorte está no final da rua
 No edifício iluminado
 Que promete sorte 
 A todos que pensam que têm a vida sombria
 E, as máquinas serpenteiam
 Figuras que se querem repetir
 Para ganhar ou perder
 No jogo que se diz de azar
 A sorte não está ao alcance de qualquer um
 Apesar de se acreditar
 De, freneticamente se jogar
 Na sala onde as luzes são brilhantes
 No cigarro que se apaga 
 Ao mesmo tempo que a confiança
 Jogar e perder
 Jogar e ganhar
 Uma vezes bem, 
 Outras vezes mal
 Gargalhada ou desânimo
 Na sala iluminada e cheia de gente
 Jogo de sorte ou azar
 No casino da vida!
 (Cris Anvago)
    Quero-te
    No início de tudo
    Sempre que “o tudo” é muito
    No coração que se eleva
    Na voz que se entranha na pele

    ...
    Quero-te
    No nada que existe lá fora
    Dentro do pensamento o sonho
    Do que é belo e duradouro
    No momento que vale por uma vida

    Quero-te
    Em todas as noites
    Todos os momentos
    Os lábios pedem os teus
    As mãos não sabem dizer adeus
    É sempre um até já
    No momento que aconteceu e vai acontecer
    No momento que não é só meu
    No momento em que somos nós!

    Quero-te
    Nos instantes, em que, mesmo que não oiças
    Grita a minha voz!
    (Cris Anvago)

domingo, 18 de outubro de 2015

    Reinvento-me
    No encanto do canto da sereia
    Que existe nos sonhos
    Imaginados nas profundezas do mar
    Mar que se eleva nas ondas que transbordam no meu corpo.

    ...
    Reinvento-me
    No quadro inacabado da tela em movimento
    No sabor das cores que transbordam de mim

    Reinvento-me na poesia sem rima
    Livre mas repleta de emoções
    Lágrimas de felicidade que molham as palavras

    Reinvento-me no toque suave
    Nos lábios molhados
    No corpo que geme

    Reinvento-me sempre em ti!
    (Cris Anvago)
    Simples é o momento
    Em que o rio encanta sereno
    As minhas palavras
    Que brilham nos teus olhos

    ...
    Simples é o momento
    Em que a roupa cai
    E desnudas a alma

    Simples o toque
    Tatuagem invisível na tua pele

    … E, com um sorriso beijo os teus lábios que esperam os meus
    Simples é o complicado do momento que tarda
    Simples somos nós na noite que grita o nome da paixão, febre no ventre…
    (Cris Anvago)

sábado, 17 de outubro de 2015

domingo, 11 de outubro de 2015


    A música balança entre as palavras
    Como posso escrever se as vogais cantam e as consoantes dançam?
    Entro na festa ou vou dormir?
    (Cris Anvago)


    Como o sangue nas veias
    Corre o rio enlouquecido
    Leves gotas de chuva
    Salpicam a pele arrepiada
    Fogueira que não se apaga....
    Dançam os corpos
    Gritam os corações
    O eco dos suspiros
    Que a noite guarda
    Na varanda dos encantos
    Voam borboletas
    Nos olhos de ternura
    Pirilampos esvoaçam
    Iluminam o espaço
    Em danças enérgicas
    E o toque é soberano
    E a força das palavras desvanece
    Violinos soltam-se nas nuvens escondidas
    O vento acaricia as mãos
    Entrelaçadas abraçam a lua
    E o rio continua na esperança de correr mais que o vento…
    (Cris Anvago)
    Em ondas de carícias
    Que se espalham no horizonte do teu corpo nu
    Espalho-me nas emoções de paixão
    E nos sorrisos que rasgam as sombras
    Coloridas do nosso imaginário....
    Vibram na tela os suspiros que crescem
    E se elevam para além da velocidade da luz.
    Na noite iluminada pela lua
    No rio que brilha suave
    Soltam-se os desejos
    Que balançam nas estrelas
    Dançam nos teus olhos
    Em melodias belas
    Na janela do meu sorriso
    A voz que te abraça
    No paraíso que nos envolve
    Devolvo-te o beijo em pétalas de rosa
    Suaves e perfumadas
    A felicidade é toque
    Paixão e amor!
    (Cris Anvago)

domingo, 30 de agosto de 2015

    Eu sou a desordem
    Dos pensamentos que querem ser perfeitos
    Dos sorrisos que querem parecer simpáticos

    Eu sou a desordem...
    Na ordem que não existe!
    Sou o animal perdido na rua
    O mendigo que estende a mão
    O dador de sangue
    O bombeiro que corre para um fogo sem solução.

    Eu sou a desordem
    No sangue que é todo vermelho
    Sou as veias dilatadas
    Nos gritos que não saem!

    Eu sou a desordem
    Nos lençóis bem esticados, passados
    Perfumados com alfazema
    Sou a erva daninha que amarrota
    Teorias e problemas

    Eu sou a desordem
    Nas palavras que correm
    Querem ser verso ou poema
    São textos apenas
    Desvanecem no papel branco
    Onde descansam desordenadamente
    Na ordem que eu não lhes dou

    Eu sou a desordem
    Naquilo que faço
    No silêncio do suspiro
    Que me acorda os segredos
    Na paixão, no desejo, no amor…

    Sou a desordem
    Dos beijos entrelaçados
    Nos corpos suados

    Sou a desordem na noite
    Em que as estrelas não se fixam no céu
    Caem nos corpos apaixonados
    Iluminam mãos que se procuram

    Eu sou assim
    Com toda esta desordem que vive em mim!
    (Cris Anvago)