domingo, 11 de outubro de 2015

    Como o sangue nas veias
    Corre o rio enlouquecido
    Leves gotas de chuva
    Salpicam a pele arrepiada
    Fogueira que não se apaga....
    Dançam os corpos
    Gritam os corações
    O eco dos suspiros
    Que a noite guarda
    Na varanda dos encantos
    Voam borboletas
    Nos olhos de ternura
    Pirilampos esvoaçam
    Iluminam o espaço
    Em danças enérgicas
    E o toque é soberano
    E a força das palavras desvanece
    Violinos soltam-se nas nuvens escondidas
    O vento acaricia as mãos
    Entrelaçadas abraçam a lua
    E o rio continua na esperança de correr mais que o vento…
    (Cris Anvago)