sábado, 6 de fevereiro de 2016

CONFISSÃO

Confesso que na minha inconstância
Entre o sorriso e a lágrima
As banalidades são o exagero do nada
Posso fechar a porta para o desgosto
A janela está aberta para a alegria
E, na inconstância vivo ao rubro
Perder-me na orientação desorientada
Que me envolve
Na paixão que sempre me veste
E sou suave e intensa
Sou mistério e presença
Danço nas sílabas que esvoaçam
Nos meus lábios não existe mordaça!
Falo o que sinto
Vivo na minha realidade vestida de sonho
E escrevo o que a pele fala
O gesto não mente
Sou difícil de perceber
Na inconstância do meu ser
Gosto de sorrir
Beijar o teu segredo
Ando de mãos dadas com o medo
Aquele que nem conheço
Mas que me amedronta
Sou sol, palavra e dança
Quente, corpo que balança
E, o meu abraço veste o teu corpo
De loucura posso vestir-me
Dispo-me na paixão que existe em ti.

Cris Anvago