sábado, 30 de maio de 2020

SEMPRE TE QUERO


Nem sempre te espero,
nem sempre me quero,

Quantas vezes amenizo as manhãs
Nos teus lábios que sabem a romãs
A tua face corada, pelo sol que agora se vai
O teu sorriso, sem precisar de motivo
beija um sorriso meu, meu olhar cativo
no teu olhar que voa, no meu sonho,
num céu azul mar, pousa no meu altivo olhar


Quantas vezes te espero
Quantas vezes te quero


Nas tardes de inverno, nasce o sol no teu corpo
espero paciente pelo abraço que me aconchega
Cavalgas nos prados verdejantes,
sorris, quando dizem que somos amantes.
Agasalhas o poema que nasce em ti e a mim chega,
não por palavras ocas, mas por gestos cintilantes


Tantas vezes me afogo sem mar,
só com a ondulação do teu olhar


Sempre te espero
Sempre te quero
Cris Anvago

quarta-feira, 20 de maio de 2020

AGARRA-TE



Deixa fluir as emoções,
não escondas as preocupações,
tudo em ti é muito para ser guardado,
não penses, relaxa um bocado.

Também é preciso sorrir
abraçar as palavras que te dizem,
deixa a tristeza descansar um pouco,
tens direito a ser um pouco louco.

Deixa as lágrimas caírem
pela beleza que existe em teu redor

Abre um livro e liberta-te nas suas páginas

Deixa os teus olhos sorrirem

Não te feches
Não te deixes
Agarra-te a ti e não largues o sonho!
Cris Anvago

domingo, 3 de maio de 2020

NA TUA VOZ

Na tua voz a rouquidão da manhã
Que desperta lentamente
O teu corpo eleva-se num voo
Leve e solto sobrevoa as searas
Canta e acrescenta encanto
Ao canto dos pássaros
Insólitas são as palavras doentes
Que se despem do melhor do seu sonho
E no verso que ainda não foi construído
No caminho que ainda não foi percorrido
Só ou acompanhadas
As palavras sentem-se cansadas
Dizer que o sol nasce amanhã
É esperança insegura
Na amargura de pensar no futuro
No que não se lê
No que se pensa que está
E não se vê
Para além do escuro, para lá do muro
Na tua voz a rouquidão da noite
Da espera, da lágrima que já não cai
Da gargalhada que já não sai sonora
Como a que ouvíamos, nos jantares de outrora
Ilumina-me o agora com o beijo que não te dou!
Cris Anvago


sábado, 25 de abril de 2020

PORTUGAL 25 ABRIL 1974!

UM CRAVO!

Cheio de significado
Não apenas uma flor
É um grito!
Vozes unidas
Dores esquecidas
Milhares de cravos
Vermelhos
Sangue que pulsa
Liberdade que se expande
Sonhos de um futuro melhor
Abraços, sorrisos
1974! Ano para recordar!
Vermelho e verde
Símbolo da liberdade
Cinzentos os rostos
Transformados em risos coloridos
Palavras de ordem
“O povo unido”
Sem partidos
Com sentido
“Jamais será vencido”
Num único objectivo!
Justiça e igualdade
Respeito de braço dado!
Não desistam da luta!
NÃO DEIXEM MORRER O CRAVO!
Cris Anvago
(25/04/2015)

terça-feira, 21 de abril de 2020

E ela pousou numa qualquer janela que achou ser sua, contemplou os lugares vazios e admirou-se de não ver gente.
Respirou fundo e pensou que hoje era a dona do mundo!
Cris Anvago



Num abraço virtual toda a minha ternura e verdade!
Tão intenso como um abraço real, recebe-o com amizade!
Cris Anvago

sábado, 28 de março de 2020

Teus lábios…
encostados aos meus com carinho,
esperam a embriaguez da paixão
a noite que transpira emoção.


Tua pele,
arrepiada de desejo,
à espera de outro beijo
mais intenso que o primeiro,
fruto de desejos imensos
que inflamam…


O corpo
É vulcão que não esquece
Incendeia à chegada
Ajoelha-se na prece
para que não partas,
porque na despedida padece
em lágrimas que são dores.


Teus olhos
Ficam mar exaltado
Num oceano desgovernado
Sem pressa…
Quem ama
sabe que o desejo é mais profundo,
que não existe outro mundo.


Quem deseja
Percebe sempre quando beija,
que existe um rio
doce onde navega,
um céu onde se perde…


E o infinito é o começo
O sonho é a realidade,
de quem fica e recomeça
a naufragar no oceano,
que despreza o desengano
da vida que já viveu.


Quem beija
Sabe logo que deseja,
muito mais que lábios ternos,
quer loucura e perdição,
viver no precipício é navegar numa outra dimensão…


Quem ama
é louco e inconsequente
porque o que é valioso
não é toda a vida, mas aquele precioso momento!
Cris Anvago

(27/03/2016)
HISTÓRIAS QUE ESCREVO
Comecei a escrever uma história de amor e ternura no teu corpo, mas o tempo é curto amor, a emoção ficou interrompida, o relógio não pára, corremos no tempo e vamos escrevendo a nossa vida.
Pedaços de momentos diferentes vividos, vidros que se quebram, sorrisos perdidos.
Nos momentos somos nós, fora dos segundos estamos sós.
A vida corre e o amor que fazemos escorre nos minutos de prazer que vivemos.
Gaivotas voam ao sabor do vento, trocam olhares. Cruzam momentos, escolhem os melhores ventos, abrem as asas e voam felizes.
E, nos momentos esquecidos de nós, o vento é agreste, a rosa torna-se silvestre, no árido deserto o meu corpo esperou pelo teu.
Os momentos transformaram-se em silêncios vividos, passados, alegremente sentidos.
Corações que riram, choraram e se abraçaram…
Comecei a escrever uma história de amor no teu corpo, mas, como pássaro livre que és, voaste antes do final.
Escolhem-se os céus, escolhem-se os gestos, encontram-se histórias noutros rostos, noutras palavras, sentires diferentes.
Não sou ninguém, sou toda a gente...
As histórias que começo nem sempre têm fim.
Vivo os momentos, revivo e renovo a cada gesto, cada olhar tem um significado para mim.
As feridas que ficam, no longo caminho que percorro, só eu as saro.
Os punhais ferem e fogem, o coração sangra e chora, mas a força sempre fica e regressa o sorriso.
A ignorância do meu coração pede que ame sempre, cada vez mais, mesmo que o corpo , cansado dos segundos inacabados da minha história fiquem nos meus silêncios.
Sou ilusão, passagem, nesta longa viagem que só termina quando a minha alma se desprender de mim…
Cris Anvago
(28/03/2014)

quinta-feira, 26 de março de 2020

Que as minhas palavras
Atinjam a tua alma
Que te despertem os sonhos,
recordações de infância,
onde corrias, saltavas e eras feliz!
Que te façam lembrar o ontem
tão presente, as festas de aniversário,
de convívio só porque sim!
Das gargalhadas soltas no ar.
Do barulho da multidão
e dos gritos alegres das crianças
Que brincam num qualquer jardim!
Que os abraços te envolvam nos pensamentos só teus,
Porque é urgente abraçar, os teus amigos e família
para que não existam barreiras, medos ou tristezas.
Para que não tenhas que olhar pela janela
e querer estar do lado de fora!
Para seres livre e rires novamente,
gargalhadas sonoras ao lado de quem amas…
Tens que aguardar o momento!
Ser paciente!
Comunicar pelas tecnologias que existem e, ainda bem que existem, se fosse noutros tempos nem televisão tinhas, ficavas isolado do mundo!
Põe o teu eu interior em ordem e em paz!
Medita e acredita que o amanhã risonho vai chegar calmamente e serás diferente, serás mais forte, irás dar importância ao que realmente importa que são os afectos, a família, os amigos e que, alguns não te merecem, não precisam de ti e tu não precisas deles; muitos te surpreenderam e eram pessoas desconhecidas, apoiaram-te, fizeram muito por ti e não vais esquecer!
Que o amanhã esteja perto! Mais perto do que imaginas!
Do que todos nós imaginamos!
Cris Anvago


sábado, 21 de março de 2020


Poesia: Palavras ouvidas entre silêncios imaginados, assimilados intensamente pelo leitor que se revê na pele e no sentir do autor.
(21/03/2017)

quinta-feira, 19 de março de 2020

Teus lábios…
encostados aos meus com carinho,
esperam a embriaguez da paixão
a noite que transpira emoção.
Tua pele,
arrepiada de desejo,
à espera de outro beijo
mais intenso que o primeiro,
fruto de desejos imensos
que inflamam…
O corpo
É vulcão que não esquece
Incendeia à chegada
Ajoelha-se na prece
para que não partas,
porque na despedida padece
em lágrimas que são dores.
Teus olhos
Ficam mar exaltado
Num oceano desgovernado
Sem pressa…
Quem ama
sabe que o desejo é mais profundo,
que não existe outro mundo.
Quem deseja
Percebe sempre quando beija,
que existe um rio
doce onde navega,
um céu onde se perde…
E o infinito é o começo
O sonho é a realidade,
de quem fica e recomeça
a naufragar no oceano,
que despreza o desengano
da vida que já viveu.
Quem beija
Sabe logo que deseja,
muito mais que lábios ternos,
quer loucura e perdição,
viver no precipício é navegar numa outra dimensão…
Quem ama
é louco e inconsequente
porque o que é valioso
não é toda a vida, mas aquele precioso momento!
Cris Anvago
(19/03/2016)
Procura-me
Nos dias em que não consegues ver a tua sombra
Quando a lua se esconde por detrás de uma nuvem
Quando o rio silenciar o seu percurso

Procura-me
Nos momentos em que as palavras não fazem sentido
Quando a minha voz persiste em falar ao teu ouvido
Na ilha dos silêncios adormecidos
Procura-me
Talvez eu esteja em algum desses sítios que moram em ti
Cris Anvago
(19/03/2019)

terça-feira, 17 de março de 2020

Na noite cheia de emoções,
só quero que os teus lábios
pronunciem o meu nome
como favos de mel…

Doces na união de um sentir doce na pele….
Coração que se entrelaça no meu,
não como um nó,
como um abraço,
unido, sentido,
onde transpira o odor da paixão…
Que os teus lábios sejam mel de amor,
que o teu corpo seja doce desejo…
Num beijo corações, paixões e desejos,
que se elevam na noite,
que perduram na madrugada e, que o meu nome,
seja o teu desejo nos orgasmos que se espalham
como flores que nascem,
com cores brilhantes,
num jardim repleto de gemidos
de amantes enlouquecidos!
Que a noite seja um eterno paraíso,
sonhado e sentido,
no mais profundo gemido…
que não sejas tu nem eu!
Que sejamos nós!
Na noite escura que só se oiça a nossa voz,
aquele som, selvagem que nasce, profundo,
na selva do nosso corpo e se propaga na madrugada…
Cris Anvago
(17/03/2016)
As estrelas caíram no mar
Refrescaram-se nas águas límpidas
Mergulharam no horizonte perdido
Dançaram com as sereias
Cantaram um samba destemido
Balançaram numa quizomba
Ouviram um trinar de uma guitarra
E o fado cantaram
As estrelas caíram no mar
Iluminaram as águas cristalinas
Resplandeceram com o seu bailar
E as melodias inspiraram os desejos
Dos amantes perdidos
No seu balançar
Fizeram uma festa
E depois de serem sereias no mar
Esvoaçaram bem alto
Iluminaram o céu até o sol raiar!
Cris Anvago
A maré estava cheia
de desejos e silêncios
e a tristeza desapareceu
nos teus olhos adormeceu
Na fantasia dos teus sonhos
floriram rosas de todas as cores.
E os corpos encheram-se de amores
Nas promessas de infinitos desejos,
no peito que batia rápido,
como rápida é a vida
era maré viva para ser vivida!
Não sei se é sonho,
se é noite ou dia
No peito batia
um coração que pedia
amor na beira do mar
nas conchas que afagavam a areia
sinto-me sereia
Maré cheia como a lua
e despida de palavras
Sou tua!
Cris Anvago