segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Na escuridão da noite
Onde meia dúzia de estrelas dançam
Oiço o barulho do mar
E acalmo a minha alma
Cansada de esperar
Pelo tudo e pelo nada
Sinto-me leve, livre
As ondas que beijam a areia
Acalmam-me
A luz do farol que não descansa
Sou eu!
Tenho as ideias em velocidade máxima
Sou inquieta e imprevisível
Espanto-me com a minha louca lucidez
Estou a admirar o mar
O seu som
sou eu a murmurar
o teu nome
que ondula na onda que chegou
Estou aqui e não estou
A linha do horizonte espera
Que eu pule para além dela
Estou a pensar
Se devo ou não pular
Oiço o mar
Sinto o teu respirar

Cris Anvago