Cada pessoa é única, cada pessoa tem a sua história, sou boa ouvinte de histórias. O ser humano é interessante: tem talento! Não existem minorias Existem pessoas com pensamentos e maneiras de encarar a vida diferente. Pode ser saudável ser diferente.
quarta-feira, 18 de setembro de 2019
domingo, 15 de setembro de 2019
Na pele macia renasce o toque
perdido no entardecer do gesto.
Impressões digitais que se soltam
misturam-se no silêncio abafado.
perdido no entardecer do gesto.
Impressões digitais que se soltam
misturam-se no silêncio abafado.
Um murmúrio isolado quer ser grito!
Tímido o beijo demorado
Nas minhas mãos as palavras
Nos meus lábios o silêncio de um rio
Profundas as sílabas através dos gestos.
Nas minhas mãos as palavras
Nos meus lábios o silêncio de um rio
Profundas as sílabas através dos gestos.
Gestos que são reflexos de ti.
Na pele que se pensava perdida, isolada,
afinal era um rio que arrepiava
nas veias partilhadas por nós…
Cris Anvago
afinal era um rio que arrepiava
nas veias partilhadas por nós…
Cris Anvago

Uma lágrima na partida
um sorriso à chegada
Um abraço vazio
que quer sentir tudo,
mas não sente nada.
Um sol que não aquece
Uma memória que se esquece
Um frio, um murmúrio
numa boca fechada.
E, de tanto querer
uma alegre madrugada
A vida é ter
um pouco de tudo
e muito de nada!
Cris Anvago
um sorriso à chegada
Um abraço vazio
que quer sentir tudo,
mas não sente nada.
Um sol que não aquece
Uma memória que se esquece
Um frio, um murmúrio
numa boca fechada.
E, de tanto querer
uma alegre madrugada
A vida é ter
um pouco de tudo
e muito de nada!
Cris Anvago
domingo, 21 de outubro de 2018
Falas, como se a lua fosse quadrada
Acreditas que não tem fim, a estrada
onde passas todos os dias,
onde escondes lágrimas e melancolias.
Acreditas que não tem fim, a estrada
onde passas todos os dias,
onde escondes lágrimas e melancolias.
E, na noite, quando as estrelas brilham
Pensas como foi o teu dia,
meditas e acreditas que tudo irá melhorar!
Passas os dias
A pensar nos dias que virão,
se a noite será iluminada
ou serás engolida pela escuridão.
De repente, olhas o rio,
desvanece-se o vazio,
as nuvens mostram a lua e as estrelas
e, como é bom admirá-las, vê-las…
As palavras fluem no pensamento,
dissipa-se o tormento.
Nasce o sol, desaparece o lamento
e floresce o sorriso.
Pensas como foi o teu dia,
meditas e acreditas que tudo irá melhorar!
Passas os dias
A pensar nos dias que virão,
se a noite será iluminada
ou serás engolida pela escuridão.
De repente, olhas o rio,
desvanece-se o vazio,
as nuvens mostram a lua e as estrelas
e, como é bom admirá-las, vê-las…
As palavras fluem no pensamento,
dissipa-se o tormento.
Nasce o sol, desaparece o lamento
e floresce o sorriso.
Tens tudo para viver!
Carinho, amor,
tudo o que é preciso
para florescer de novo
E, renascer!
Cris Anvago
Carinho, amor,
tudo o que é preciso
para florescer de novo
E, renascer!
Cris Anvago
sexta-feira, 19 de outubro de 2018
Uma parte de mim é racional, pés assentes na terra, pensamentos lógicos, medir consequências, prós e contras de cada movimento, de cada palavra em todos os segundos!
Detesto a racionalidade que a sociedade me impõe!
Sinto-me prisioneira, num colete de forças que prende a minha cabeça, que mede as minhas palavras, que aprisiona o meu raciocínio.
Gosto de flutuar no sonho, de navegar no sorriso, não pensar no tempo e ignorar o espaço.
E, a liberdade, a minha liberdade, começa nesse momento, nos segundos que não são medidos, nos carinhos que não são pensados mas sentidos, nos beijos que são saboreados e não programados.
Não sou uma máquina! Não gosto de programar os sonhos, os abraços e os carinhos!
Detesto a sensatez que tenho que ter em todas as palavras que tenho que dizer, porque, as palavras, como os pensamentos, devem fluir e não ficarem aprisionadas, censuradas por leis que pouco conheço, não concordo mas, o meu cérebro grita-me que tenho que seguir!
Não gosto de sentir os movimentos apertados, nem aceito que as minhas palavras estejam vestidas com blusas de licra que sufocam o bater do meu coração!
Gosto do sonho e da palavra que sai diretamente do coração, sem passar pelo filtro do meu cérebro!
Quando estou em silêncio, estou numa amena conversa comigo, vejo-me, revejo-me e penso-me.
Detesto ser racional por imposição!
Adoro sonhar, florescer na madrugada dos meus sonhos!
Cris Anvago
Detesto a racionalidade que a sociedade me impõe!
Sinto-me prisioneira, num colete de forças que prende a minha cabeça, que mede as minhas palavras, que aprisiona o meu raciocínio.
Gosto de flutuar no sonho, de navegar no sorriso, não pensar no tempo e ignorar o espaço.
E, a liberdade, a minha liberdade, começa nesse momento, nos segundos que não são medidos, nos carinhos que não são pensados mas sentidos, nos beijos que são saboreados e não programados.
Não sou uma máquina! Não gosto de programar os sonhos, os abraços e os carinhos!
Detesto a sensatez que tenho que ter em todas as palavras que tenho que dizer, porque, as palavras, como os pensamentos, devem fluir e não ficarem aprisionadas, censuradas por leis que pouco conheço, não concordo mas, o meu cérebro grita-me que tenho que seguir!
Não gosto de sentir os movimentos apertados, nem aceito que as minhas palavras estejam vestidas com blusas de licra que sufocam o bater do meu coração!
Gosto do sonho e da palavra que sai diretamente do coração, sem passar pelo filtro do meu cérebro!
Quando estou em silêncio, estou numa amena conversa comigo, vejo-me, revejo-me e penso-me.
Detesto ser racional por imposição!
Adoro sonhar, florescer na madrugada dos meus sonhos!
Cris Anvago
segunda-feira, 8 de janeiro de 2018
As pessoas adormecem
Na escassez dos carinhos.
Enrolam-se em si mesmas
Esquecem os seus caminhos.
Na escassez dos carinhos.
Enrolam-se em si mesmas
Esquecem os seus caminhos.
Amordaçam os gritos
em silêncios desmedidos,
abraçam os vazios
dos espaços
outrora preenchidos.
E, desafinam nas melodias,
nos tempos e nos compassos.
Existem sombras
de passos que não existiram
por preguiça, medo ou cansaço
ficarão trancados na praia do segredo.
em silêncios desmedidos,
abraçam os vazios
dos espaços
outrora preenchidos.
E, desafinam nas melodias,
nos tempos e nos compassos.
Existem sombras
de passos que não existiram
por preguiça, medo ou cansaço
ficarão trancados na praia do segredo.
Ficam presas as lágrimas
Em gavetas fechadas.
Em gavetas fechadas.
Presos os sorrisos
nos rostos lisos
sem rugas de expressão.
Tudo foi embrulhado
numa noite de inverno
ou, seria de verão?
nos rostos lisos
sem rugas de expressão.
Tudo foi embrulhado
numa noite de inverno
ou, seria de verão?
Não importa, já é tarde
Para soltar a emoção!
Para soltar a emoção!
As palavras apertadas
não são ouvidas,
não florescem,
já estão de partida…
não são ouvidas,
não florescem,
já estão de partida…
No vento que se solta
por entre os dedos,
faltam espaços para
carinhos, abraços,
regaços que as acolham.
Cris Anvago
por entre os dedos,
faltam espaços para
carinhos, abraços,
regaços que as acolham.
Cris Anvago
O grito de prazer profundo
mergulhou no rio azul,
encontrou uma concha
aninhou-se nela,
transformou-se em pérola
enorme e bela.
mergulhou no rio azul,
encontrou uma concha
aninhou-se nela,
transformou-se em pérola
enorme e bela.
No teu pescoço
eu conseguia vê-la,
pulsante,
irreverente
Feliz!
eu conseguia vê-la,
pulsante,
irreverente
Feliz!
O sorriso no teu olhar
fez-me pensar
na pequenez do mundo,
sem ternura,
sem perfume.
fez-me pensar
na pequenez do mundo,
sem ternura,
sem perfume.
E, no entanto
a rosa exalava o seu perfume
no quarto transformado em jardim.
a rosa exalava o seu perfume
no quarto transformado em jardim.
O amor não tem fim!
Cris Anvago
Cris Anvago

terça-feira, 3 de janeiro de 2017
No micro
espaço entre os lábios e o beijo
Existe um
silêncio macroscópico
Em que a
pele exala o odor do jardim ao nascer do dia
Forte, cheio
de vida, pleno de cor!
Abrem-se as
flores para receber o sol
Abrem-se os
poros para receber o sal
Queima o
sangue que corre apressado
Nas artérias
e veias
Acelera o
coração descompassado
À espera do
beija-flor
Do zumbir da
abelha
No ouvido
onde martela o coração aflito
Por não
poder dar o grito
De prazer no
corpo que explode!
E o jardim
encanta-se e revela tudo o que a noite escondeu
Aqui, neste
lugar que poderia ser tudo
O início ou
o fim do mundo
Somos o que
queremos
Dançamos
como nascemos
E renascemos
a cada toque
Da melodia
que não se esquece
E, cá
dentro, o sol aquece e expande o infinito do sonho por revelar!
Somos Tudo!
Até sermos
mar…
Cris Anvago
Queres porquê?
Porque nunca tiveste?
Porque desejaste e é impossível para ti (assim tu achas)?
Porque tiveste e perdeste?
Porque os outros têm e tu não?
O querer é tão importante quando é inatingível
Na tua mente é o impossível
O irrealizável
O que não está na tua vida!
Por isso queres
Por mero capricho
Determinação ou opção
É um desejo de querer o que pensas
que deverias ter!
Queres!
Só que não podemos querer tudo
Algumas coisas não são de ninguém
Existe uma liberdade
E essa liberdade é tão solta e leve
Que não é de ninguém!
Nem será de ti
Não tens que possuir!
Tens que aceitar, partilhar…
Não podes querer por querer
Existe a liberdade
Que o pensamento é livre
E o coração voa
Tem vontade própria!
Afinal o que queres?
Possuir algo que não será de ninguém
Alguém que não se que dar a ninguém?
Sabes, existem espíritos livres que não se dão
Não querem ser aprisionados.
Pensam para além do material
Para além do que achas “normal”
Sim! Não existe normalidade
Existem princípios que pouca gente respeita
Pouca gente se respeita
E isso é triste
Queres possuir algo?
Para quê?
Tudo o que existe não é teu, nem meu, nem de ninguém!
É de todos!
Sem amarras, grades, sem nada!
Também queres o céu e as estrelas?
E as outras pessoas não poderiam vê-las?
Trancavas no teu quarto todas as estrelas só para ti?
Porquê?
És mais que os outros?
Tens o poder do egoísmo em que tudo gira à tua volta e tudo
te pertence?
Pois…pensa um pouco…podes pensar?
Tu! Por exemplo tu! Pertences-te?
Tudo começa por aí…
Cris Anvago
Na madrugada
espelham-se as olheiras de quem amou a noite inteira.
Os corpos
descansam abraçados
Estranhamento
colados
Como se
fossem um só
As
respirações ofegantes
São agora
leves brisas
Que fazem
esvoaçar
Pequenas
pétalas de flor
Suspiros de
amor
Em manhã
primaveril
De quem
muito teve
Riu e sorriu
Até uma
lágrima caiu
De
felicidade vestida
Pele com
pele
Poro com
poro
Fragrância
que perdura
No ambiente
fechado
Quarto
iluminado
onde os
gritos foram abafados
Por beijos
ternos
Toques
selvagens
Palavras impercetíveis
Viagens
imperdíveis
Por oceanos
não descobertos
Espalham-se
as olheiras
Sorriem os
olhos
De quem
nunca deixou de se olhar…
Cris Anvago
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