terça-feira, 3 de janeiro de 2017


Na madrugada espelham-se as olheiras de quem amou a noite inteira.

Os corpos descansam abraçados

Estranhamento colados

Como se fossem um só

As respirações ofegantes

São agora leves brisas

Que fazem esvoaçar

Pequenas pétalas de flor

Suspiros de amor

Em manhã primaveril

De quem muito teve

Riu e sorriu

Até uma lágrima caiu

De felicidade vestida

Pele com pele

Poro com poro

Fragrância que perdura

No ambiente fechado

Quarto iluminado

onde os gritos foram abafados

Por beijos ternos

Toques selvagens

Palavras impercetíveis

Viagens imperdíveis

Por oceanos não descobertos

Espalham-se as olheiras

Sorriem os olhos

De quem nunca deixou de se olhar…

Cris Anvago