terça-feira, 3 de janeiro de 2017


Desenrolei o novelo

Preso na garganta

Desprendi a palavra

Que dançava

Na ponta da faca

Deixei que o sangue fervesse

Nas veias

Que se expandiram

No espaço apertado

Onde se encontra

O sim e o não

Onde mora o talvez

A faca fica parada

Quieta

Sem nada!

A palavra

Pode ser palavrão

Quando não é controlada!

Descontrolam-se

As mãos que cavam

A terra endurecida

A vida pode ser

Faca

Que dança

Na corda

Que nos prende

Sufoca ou solta?

Cris Anvago