terça-feira, 3 de janeiro de 2017


No micro espaço entre os lábios e o beijo

Existe um silêncio macroscópico

Em que a pele exala o odor do jardim ao nascer do dia

Forte, cheio de vida, pleno de cor!

Abrem-se as flores para receber o sol

Abrem-se os poros para receber o sal

Queima o sangue que corre apressado

Nas artérias e veias

Acelera o coração descompassado

À espera do beija-flor

Do zumbir da abelha

No ouvido onde martela o coração aflito

Por não poder dar o grito

De prazer no corpo que explode!

E o jardim encanta-se e revela tudo o que a noite escondeu

Aqui, neste lugar que poderia ser tudo

O início ou o fim do mundo

Somos o que queremos

Dançamos como nascemos

E renascemos a cada toque

Da melodia que não se esquece

E, cá dentro, o sol aquece e expande o infinito do sonho por revelar!

Somos Tudo!

Até sermos mar…

Cris Anvago