O amor é um misto de paixão, desejo e sedução, que embala os corpos numa melodia por inventar, num oceano por navegar.
É afagar a nuvem que passa, branca e suave, abanar os sentidos, esquecer tudo o que se sabe no momento em que os poros se respiram e a pele transpira, num aroma perfeito e indefinido, entre o intenso e o suave.
No amor nada se sabe, além dos instantes repartidos entre os beijos que trocam palavras não ditas mas sentidas. Nos seios os lábios excitam-se, nos ombros as asas agitam-se.
Voa a imaginação, cai a palavra no chão e só existe silêncio, só permanece o sentimento, puro e belo.
O amor não é chama que se apaga num sopro de uma palavra mais amarga, é compreensão, montanha onde se inicia uma grande escalada. Com paragens e respirações ofegantes, o amor sempre foi, é e será, dos amantes ternos e atenciosos, ouvintes atentos e presentes em tudo o que acontece.
Nas lágrimas também o amor se fortalece! Nos risos o desejo acontece.
O amor é indecifrável, indefinido, depende do sentir e do viver de cada um. Da capacidade de ser dar e saber receber.
O amor é abraçar, sentir, viver!
(Cris Anvago)
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