domingo, 28 de junho de 2015


O amor é um misto de paixão, desejo e sedução, que embala os corpos numa melodia por inventar, num oceano por navegar.

É afagar a nuvem que passa, branca e suave, abanar os sentidos, esquecer tudo o que se sabe no momento em que os poros se respiram e a pele transpira, num aroma perfeito e indefinido, entre o intenso e o suave.

No amor nada se sabe, além dos instantes repartidos entre os beijos que trocam palavras não ditas mas sentidas. Nos seios os lábios excitam-se, nos ombros as asas agitam-se.


Voa a imaginação, cai a palavra no chão e só existe silêncio, só permanece o sentimento, puro e belo. 

O amor não é chama que se apaga num sopro de uma palavra mais amarga, é compreensão, montanha onde se inicia uma grande escalada. Com paragens e respirações ofegantes, o amor sempre foi, é e será, dos amantes ternos e atenciosos, ouvintes atentos e presentes em tudo o que acontece.

Nas lágrimas também o amor se fortalece! Nos risos o desejo acontece.

O amor é indecifrável, indefinido, depende do sentir e do viver de cada um. Da capacidade de ser dar e saber receber.

O amor é abraçar, sentir, viver!
 (Cris Anvago)