segunda-feira, 2 de novembro de 2015

    Abstractos são os corpos unidos
    Na tela branca.
    Onde as cores
    Em desalinho se misturam
    Na beleza das sensações...
    Dos toques que despertam.
    Na tela o brilho do prazer
    Pintura que não se entende
    Apenas se sente
    Vive-se!
    Abstractos momentos
    Gritos sem sentido
    No eco da noite que se cala.
    Dois corpos que se embalam
    No delírio do vulcão
    Chama que incendeia
    Na madrugada que observa calada
    Os momentos extasiantes
    Doce loucura de quem se ama!
    (Cris Anvago)
Os passos apressados
 Na noite sombria, escura e fria
 Objectivos definidos na mente
 De que quer sobreviver
 Antes do nascer do dia
 A sorte está no final da rua
 No edifício iluminado
 Que promete sorte 
 A todos que pensam que têm a vida sombria
 E, as máquinas serpenteiam
 Figuras que se querem repetir
 Para ganhar ou perder
 No jogo que se diz de azar
 A sorte não está ao alcance de qualquer um
 Apesar de se acreditar
 De, freneticamente se jogar
 Na sala onde as luzes são brilhantes
 No cigarro que se apaga 
 Ao mesmo tempo que a confiança
 Jogar e perder
 Jogar e ganhar
 Uma vezes bem, 
 Outras vezes mal
 Gargalhada ou desânimo
 Na sala iluminada e cheia de gente
 Jogo de sorte ou azar
 No casino da vida!
 (Cris Anvago)
    Quero-te
    No início de tudo
    Sempre que “o tudo” é muito
    No coração que se eleva
    Na voz que se entranha na pele

    ...
    Quero-te
    No nada que existe lá fora
    Dentro do pensamento o sonho
    Do que é belo e duradouro
    No momento que vale por uma vida

    Quero-te
    Em todas as noites
    Todos os momentos
    Os lábios pedem os teus
    As mãos não sabem dizer adeus
    É sempre um até já
    No momento que aconteceu e vai acontecer
    No momento que não é só meu
    No momento em que somos nós!

    Quero-te
    Nos instantes, em que, mesmo que não oiças
    Grita a minha voz!
    (Cris Anvago)

domingo, 18 de outubro de 2015

    Reinvento-me
    No encanto do canto da sereia
    Que existe nos sonhos
    Imaginados nas profundezas do mar
    Mar que se eleva nas ondas que transbordam no meu corpo.

    ...
    Reinvento-me
    No quadro inacabado da tela em movimento
    No sabor das cores que transbordam de mim

    Reinvento-me na poesia sem rima
    Livre mas repleta de emoções
    Lágrimas de felicidade que molham as palavras

    Reinvento-me no toque suave
    Nos lábios molhados
    No corpo que geme

    Reinvento-me sempre em ti!
    (Cris Anvago)
    Simples é o momento
    Em que o rio encanta sereno
    As minhas palavras
    Que brilham nos teus olhos

    ...
    Simples é o momento
    Em que a roupa cai
    E desnudas a alma

    Simples o toque
    Tatuagem invisível na tua pele

    … E, com um sorriso beijo os teus lábios que esperam os meus
    Simples é o complicado do momento que tarda
    Simples somos nós na noite que grita o nome da paixão, febre no ventre…
    (Cris Anvago)

domingo, 11 de outubro de 2015


    A música balança entre as palavras
    Como posso escrever se as vogais cantam e as consoantes dançam?
    Entro na festa ou vou dormir?
    (Cris Anvago)


    Como o sangue nas veias
    Corre o rio enlouquecido
    Leves gotas de chuva
    Salpicam a pele arrepiada
    Fogueira que não se apaga....
    Dançam os corpos
    Gritam os corações
    O eco dos suspiros
    Que a noite guarda
    Na varanda dos encantos
    Voam borboletas
    Nos olhos de ternura
    Pirilampos esvoaçam
    Iluminam o espaço
    Em danças enérgicas
    E o toque é soberano
    E a força das palavras desvanece
    Violinos soltam-se nas nuvens escondidas
    O vento acaricia as mãos
    Entrelaçadas abraçam a lua
    E o rio continua na esperança de correr mais que o vento…
    (Cris Anvago)
    Em ondas de carícias
    Que se espalham no horizonte do teu corpo nu
    Espalho-me nas emoções de paixão
    E nos sorrisos que rasgam as sombras
    Coloridas do nosso imaginário....
    Vibram na tela os suspiros que crescem
    E se elevam para além da velocidade da luz.
    Na noite iluminada pela lua
    No rio que brilha suave
    Soltam-se os desejos
    Que balançam nas estrelas
    Dançam nos teus olhos
    Em melodias belas
    Na janela do meu sorriso
    A voz que te abraça
    No paraíso que nos envolve
    Devolvo-te o beijo em pétalas de rosa
    Suaves e perfumadas
    A felicidade é toque
    Paixão e amor!
    (Cris Anvago)