sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

    Que os meus sentimentos
    Sempre sejam estrelas no meu olhar
    Cris Anvago




    3/10 /2015-Causa solidária "Mulher, Ser, Sentir e Acontecer" Um Abraço das Artes plásticas e Poesia com a Saúde, para uma causa solidária da Luta contra o cancro da mama. O livro solidário "Ser Mulher" palavra no feminino desenho no masculino! Todos por uma nobre e grandiosa causa! Foi uma honra participar no livro e no evento!!


    3/10 /2015-Causa solidária "Mulher, Ser, Sentir e Acontecer" Um Abraço das Artes plásticas e Poesia com a Saúde, para uma causa solidária da Luta contra o cancro da mama. O livro solidário "Ser Mulher" palavra no feminino desenho no masculino! Todos por uma nobre e grandiosa causa!

Livro solidário, onde participei, a favor do cancro da mama.
Quero que o teu corpo fale com o meu
E os nossos lábios emudecem num intenso beijo

(Cris Anvago)
    Na ausência
    Da lua fixa-te no brilho das estrelas
    Na ausência
    Das horas vive o infinito do tempo
    Na ausência ...
    De ti encontra a tua consciência
    Liberta o teu coração
    E abraça o amor que brota do teu interior.
    (Cris Anvago)

IMPORTANTE O VAZIO

Importante
A magia da lua
O sorriso do sol
O odor da relva acabada de cortar
A saúde
A força para ajudar
O infinito
Misterioso, imaginário
Que nós queremos acreditar
O abraço
Aquele que aperta o coração
A emoção num sorriso por despir
Despir o sentir!
Viver o sonho
Sonhar de olhar lacrimejante
De alegria e calor humano
Gritar o gesto no emudecer da palavra
Palavra que abraça o coração do outro
O outro que é mais importante para nós
Nós que precisamos seguir o nosso caminho
Não sós!
Acompanhados pelos amigos
Abraçados no amor
Amor que se revela em pequenos gestos
Amizade que é mais que tudo
Que não são restos de nada
Que é sol que ilumina
Caminhada
Sorriso
Alegria
E somos tudo!
E nada somos
Heróis
Vagabundos
Peregrinos
Caímos e levantamo-nos
Choramos e sorrimos
Lembranças boas
Calmas palavras serenas lembranças
Desejos alcançados
Sonhos de criança!
E somos um todo
E somos o muito
Somos o enaltecer da palavra
O gesto e o sorriso
Com hipocrisia não somos nada!
Somos vagabundos no tempo
Sem sonhos nem morada
Amarguradas almas que se desvanecem
Numa qualquer perdida estrada…
Mas somos mais!
Somos tudo!
Se pensarmos nos outros
Se pensamos que podemos mudar o mundo
O mundo é a estrada que escolhemos
As experiências são as que vivemos
E somos altos
E somos tudo!
Desistir dos sonhos
É ficar mudo!
E eu tenho voz!
Nem a montanha me cansa
Escalada em tempestades e bonanças
De gatas, em pé ou a rebolar pela montanha
Eu quero tudo!
Não tenho a verdade absoluta
Mas a vaidade dos outros não me convence
As frustrações e desilusões
Pertencem aos outros que as querem como suas
E, se não se calam perante a realidade
Outra voz se instala
A voz da verdade!
Sou calada e atenta
Observadora e inquieta
Pensadora e não sou poeta
Porque não me elevo tão alto
Tenho limites no ilimitado sonho que me move
Sou eu!
Pequena mas forte!
Amiga com sentimentos nobres!
Pobres de espírito aqueles que não se levantam
Que não socorrem quem precisa
Todos nós precisamos
Somos únicos mas amamos
No mar, no tempo, na palavra
Somos o cais onde partem as naves para as descobertas
Mas o mundo que precisamos descobrir é o nosso!
 O interior! Aquele que tem valor
Palavras, gestos, tempo, terra rio e mar
Somos a incógnita de um segundo
Um gesto que nos pode alcançar!
Somos fortes, meigos profundos
Sabemos pensar, acreditar e sonhar
Somos felizes, infelizes tudo faz parte de nós
Somos quadro inacabado
Pintura esborratada
Silêncio e voz!
Somos únicos
Na essência com que nos moldamos
Somos barro cru
Antes de sermos escultura
Somos tudo o queremos ser
No acreditar, no amar e no viver!

(Cris Anvago)

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

    Gosto de pensar-me
    Ler-me por dentro
    Analisar o que sou, o que penso...
    Sou pouca coisa...
    Algumas qualidades e uma montanha de defeitos......
    Penso-me junto de quem me ama
    Sinto-me mesmo que não me sintam
    Gosto de amar quem amo
    Amo os defeitos e as qualidades
    Penso-me e penso-te
    E neste tão grande pensar
    Aprisiono o meu coração para não me influenciar...
    Se me pensas...pensa-me num todo...
    Os defeitos fazem parte de mim...
    Leio-me, apago-me, neste livro imenso da vida...
    Não consigo apagar todos os defeitos...
    Penso-me e faço o que acho certo...
    Mesmo que nem sempre seja...
    Vês-me e pensas-me como me sentes!
    (Cris Anvago)
    Não me perguntes porque sigo por esses caminhos com menos flores e mais espinhos. A firmeza dos meus passos dão-me a segurança que preciso para alcançar os objectivos a que me proponho.
    Não me perguntes porque escolho assim os caminhos se existem atalhos que vão dar ao mesmo lugar.
    Deixa-me escolhe-los, errar e aprender!
    Lutar e vencer!
    Não me perguntes porque luto tanto, porque acredito tanto....
    Não sei viver de outra maneira. Gosto de obstáculos e barreiras para sentir que tenho força e asas, para me sentir uma verdadeira guerreira.
    Gosto de desafios, daqueles em que o sangue pulsa nas veias na incerteza da vitória!
    Gosto de caminhar pelas pedras, escorregar e voltar a levantar-me mais forte e determinada!
    Sei que existem estradas, mas prefiro os caminhos onde cheira a relva acabada de cortar.
    Na minha caminhada existem sempre flores, o que eu preciso sempre é de acreditar em mim!
    (Cris Anvago)

    Abstractos são os corpos unidos
    Na tela branca.
    Onde as cores
    Em desalinho se misturam
    Na beleza das sensações...
    Dos toques que despertam.
    Na tela o brilho do prazer
    Pintura que não se entende
    Apenas se sente
    Vive-se!
    Abstractos momentos
    Gritos sem sentido
    No eco da noite que se cala.
    Dois corpos que se embalam
    No delírio do vulcão
    Chama que incendeia
    Na madrugada que observa calada
    Os momentos extasiantes
    Doce loucura de quem se ama!
    (Cris Anvago)
Os passos apressados
 Na noite sombria, escura e fria
 Objectivos definidos na mente
 De que quer sobreviver
 Antes do nascer do dia
 A sorte está no final da rua
 No edifício iluminado
 Que promete sorte 
 A todos que pensam que têm a vida sombria
 E, as máquinas serpenteiam
 Figuras que se querem repetir
 Para ganhar ou perder
 No jogo que se diz de azar
 A sorte não está ao alcance de qualquer um
 Apesar de se acreditar
 De, freneticamente se jogar
 Na sala onde as luzes são brilhantes
 No cigarro que se apaga 
 Ao mesmo tempo que a confiança
 Jogar e perder
 Jogar e ganhar
 Uma vezes bem, 
 Outras vezes mal
 Gargalhada ou desânimo
 Na sala iluminada e cheia de gente
 Jogo de sorte ou azar
 No casino da vida!
 (Cris Anvago)
    Quero-te
    No início de tudo
    Sempre que “o tudo” é muito
    No coração que se eleva
    Na voz que se entranha na pele

    ...
    Quero-te
    No nada que existe lá fora
    Dentro do pensamento o sonho
    Do que é belo e duradouro
    No momento que vale por uma vida

    Quero-te
    Em todas as noites
    Todos os momentos
    Os lábios pedem os teus
    As mãos não sabem dizer adeus
    É sempre um até já
    No momento que aconteceu e vai acontecer
    No momento que não é só meu
    No momento em que somos nós!

    Quero-te
    Nos instantes, em que, mesmo que não oiças
    Grita a minha voz!
    (Cris Anvago)