domingo, 30 de agosto de 2015

ESPINHOS NO CAMINHO

    Nem tudo são rectas
    Nem tudo são metas
    Nem tudo são glórias...

    Por vezes são projectos
    Objectos que surgem
    Vida que se anima

    Por vezes são sonhos
    São curvas apertadas
    Difíceis de contornar

    Às vezes é a vontade
    A voz que quer sair
    A mão que quer moldar
    Uma nova vida
    Sem monotonia
    Injustiças ou tabus

    Por vezes são nós
    Na garganta que se cala
    Na língua que se enrola
    Aprisiona as palavras
    Não as deixa deslizar
    E nesses momentos existe
    A mudez do pensamento
    Que, mesmo com cheiros e cores
    Não se agiliza e não corre

    Por vezes a vontade morre
    Mesmo antes da primeira curva
    Por medo de contorná-la
    A ameaça do fracasso
    Paralisa cérebro e pés
    Caem corações fechados

    Nem tudo são glórias
    Mas ainda existem vitórias
    Que nos fazem gritar e brindar
    Com alegria e vontade
    Quando o sonho é maior
    E a vontade não se acobarda
    A garganta nem sempre fica apertada
    E deixa que se solte o grito
    Da vitória

    Por vezes as curvas são esticadas
    As barreiras ultrapassadas

    E sim!
    Existem rosas sem espinhos
    Só é preciso ser persistente
    Para encontra-las!
    (Cris Anvago)