segunda-feira, 10 de agosto de 2015

INFINITO PESADELO

    Olho para além do infinito
    Onde o nada pode ser tudo
    E o tudo se pode transformar em nada...
    Caem meteoritos
    Nascem flores
    Génios adormecidos
    Nas lâmpadas que ninguém vê
    Com os olhos fechados
    Vejo todo o universo
    Com as suas estrelas
    Maiores que a lua
    Toco o sol e não me queimo
    Sou insensível á dor
    Consigo planar pela lua
    Não me parece tão bela
    Deixo-me cair numa nuvem
    Que parece confortável
    Atravesso-a como se fosse um fantasma
    E caio no nada, como se fosse feita de chumbo
    Sou um meteorito que se despenha
    Num qualquer planeta perdido
    Onde não existem olhares nem sorrisos
    Aridez que me envolve
    Rolam as lágrimas
    Salgadas e mais pesadas que o tempo
    Sim! O tempo que não existe
    Para lá do infinito
    Nem eu sei o que vejo!
    Acordo do pesadelo que teima em pesar
    Nas minhas pálpebras meio cerradas
    Faço um esforço, olho para o lado
    Felizmente estou em terreno firme
    No meio do tudo
    Ao teu lado meu amor
    (Cris Anvago)