terça-feira, 10 de março de 2015

NA TELA SOU ESPECIAL…COMO NA VIDA!

As minhas palavras
Escritas na pauta de uma suave melodia
Cores que esvoaçam
Espalham-se fantasias
Acordam-se realidades
Soltam-se beijos
Na espiral onde o sol nasce
Amarelo vivo reflete o sorriso
Navego sem rumo
Na tela de um belo quadro
Que me inspira a mergulhar
Na fantasia do mar
Sou gaivota
Vês-me na tela da vida?
Suavemente corto o vento
Com as minhas longas asas
E grito o teu nome
Olha-me por dentro e verás
O meu coração que bate
Na tela onde esvoaçam as pulsações
Onde a esperança cresce

Adormeço na tela onde os meus sonhos coloridos se espalham…
(Cris Anvago)


Quadro: Miriam Merci


    TERÇA FEIRA - 10/03/2015 - " SEU ESPAÇO " das 22 à 1 h da manhã de Portugal
    www.radioalemfronteiras.net
    PAINEL DE LEITORES: Cinthia Moretti - Camila Carvalho - Licinia Oliveira - Rosa Silva
    GRANDE PAINEL DE COLABORAÇÕES DE AUTORES : Suely Sette - Maria Ester Pena Carvalho - Mirian Menezes de Oliveira - Celso Ferruda - Cínthia Moretti - Ana Carvalhosa - Mario Barreto França - Sandra Cardoso - Luciano Reis - Chico Bento - Isidoro Cavaco - Laurentina Moreira - Soninha Porto - Mila Lopes - ...Amy Dine - Rosa Alentejana Felisbela - Victor e Bruno Cau Ésther Gerheim - Josenilson Leite - Fernandes Albertina - Haroldo Barbosa Filho - Carlos Fragata - Maria Sousa - Maria Maria De Lurdes Cunha - Maria Maria De Lourdes Ferreira - Sandra Ferrari Radich Fresa - Liliane Oliveira - Elizabete Elisabete Leite - Lurdes Maravilha - Ana Wiesenberger - Léa Ferro - Liska Azevedo - Merlin Magiko - Lígia Beltrão - Cris Anvago - Lucy Mendonca - Paula Duarte - Maria Maria Luíza Faria - Aurea Maria Justo - Elair Cabral - Rosa Resende - Zita Guerreiro - Naná Ferreira Gonçalves - Izani De Fatima Ferreira Pinto - Joana Salgado -
    A MÚSICA E A REDESCOBERTA DO DIÁLOGO RADIOFÓNICO SEMANAL
    António Silva

MULHER TODOS OS DIAS!

A maneira como se veste
Penteia o cabelo longo ou curto
Tanto faz
Se usa saia, Vestido ou calção
Calça branca no Inverno
Preta no verão
Se é inteligente
É interessante ver
Admiração no rosto de alguma gente
Como se fosse anormal
Uma mulher alcançar alguns cargos
Considerados mais significativos
Passam os séculos, correm os anos
Ainda se ouvem desculpas
Teve sorte, está onde está graças ao marido, irmão…
E mais alguém na cadeia familiar
Para não falar no que se ouve falar em relação a algumas subidas
Mas, se a mulher quiser aprender carpintaria
Também não é visto com bons olhos
Esta e outras profissões são para os homens!
Os mesmos homens que se ajoelham
Para pedirem a mulher em casamento
Que imploram que fique com eles
Mesmo quando lhes batem.
Todos os dias são “dia da Mulher”
Para que ela própria pense mais nela
Para que as mulheres também não critiquem
As próprias mulheres e as rebaixem
A mulher tem que respeitar-se e saber respeitar
Olhar em frente
Não baixar a cabeça e receber sempre o que merece!
Para o Homem (felizmente ainda existem muitos)
Mais um dia em que respeita a Mulher!

Hoje, ontem e amanhã é o dia de quem se respeita e respeita o seu semelhante!

(Cris Anvago)

segunda-feira, 9 de março de 2015

Quero recortar pensamentos, como se fossem nuvens que esvoaçam sem destino, retirar pequenos fragmentos, arredondar as frases, afagar os momentos.

Quero pintar os movimentos, como se fossem rodas soltas no ar, esvoaçam as cores, frescas, distantes, as cores do meu pensar.

Quero beijar as palavras, como se de pétalas se tratassem, palavras simples e suaves, que toquem na maciez do coração que ri, despir o teu corpo das palavras que não usarás, porque não farão falta para amar.

Quero recortar pensamentos, enchê-los de momentos, afagá-los com nuvens de algodão doce, como doces são os beijos que conseguem calar as palavras para as beijar em silêncio.

Pe  n sa  me  n  to  …… recortado…..


(Cris Anvago)

quarta-feira, 4 de março de 2015

DELÍRIO NAS PALAVRAS

A suavidade nos espaços inexistentes
Entre os corpos que cantam
Indolentes e irrequietos
Chuva que se intensifica
Na primavera da paixão
Modifica o clima interior
Do teu corpo corrente de prazer
Sou suave no querer
Por querer e sentir
No olhar que se intensifica
E fica parado
Não desisto de pintar-te
Na minha tela de sonhos
Que voam como balões coloridos
Amo-te entre risos
Cócegas que são borboletas
Na chama que cresce
Na explosão inevitável do prazer
Sinto na escuridão da noite
O teu olhar na ponta dos dedos
Escreves poesia nos meus neurónios
Ofegantes que gritam por ti
Na suavidade do espaço inexistente
Somos um
Nas palavras que não existem
Delirei nos delírios que brotaram de ti
Jardim que me encanta
É inverno na primavera que já floresce
Canta o teu corpo na sede da garganta
Onde mergulhamos entre beijos
Suavidade, fogo, explosão
Onda gigante do teu corpo renasce!

(Cris Anvago)

AMO-TE

Quero-te
Na noite que não tem hora
Os ponteiros do relógio congelaram
Na imagem do dia que se esvai
No rio que teima em desaguar no mar
E se perde no esplendor do infinito
Na voz que ecoa no sentir da pele que arrepia
No sol que escalda na intimidade do corpo
Rubras as faces do fogo que nasce por dentro
Sorriem a cada beijo que flui nas veias
Brotam sussurros nos lábios entreabertos
Quero-te
Desejo as manhãs quentes do teu sorriso
As ondas que se desprendem das ancas
Que dançam freneticamente o tango dos amantes
Que se desnudam no jardim florido da sua insensatez
Os meus dedos são amoras silvestres
Que brotam livres e passeiam pelos teus poros
O teu odor jasmim alimenta a minha calma
Depois da tempestade que te inundou
Quero-te
Na galáxia distante
Que ninguém conhece nem alcançou
No mistério em que adormeço
Esqueço-me no teu corpo
Onde sempre quero amar sempre mais
Quero-te e não me perguntes a razão
Loucamente navego-te
Amo-te no muito que te quero

(Cris Anvago)

Obrigada amiga Helena Carmo pelo carinho, beijinhos

    "Obrigada pelo carinho amiga @[519889714:2048:Helena Carmo] <3 Beijinhos"

segunda-feira, 2 de março de 2015


A SOMBRA

A sombra
Que te acompanha
Não é tua
É a sombra do que foste
Do que não queres ser
Uma sombra sem vida
Que caminha sem querer
Não acredita em ninguém
Isolada e amorfa
A sombra que só acompanha
O caminho dos outros
Que passeia nos pés dos outros
Não tem força de vontade
Não tem querer
Desprende-te dessa sombra
A tua sombra tem vida própria!
A que tu lhe dás!

(Cris Anvago) 
As minhas palavras
Não são só minhas
São também tuas!
Se as sentires…

(Cris Anvago)

    Nas costas doloridas
    Cansadas de carregar o mundo
    O corpo que se desprende num segundo
    Lágrimas que secam
    Sal que se desprende nas carícias suaves...
    De um doce e feliz amor
    Coxas que se elevam no salto
    Transpõem muros de pedra em pedra
    Nas estradas que nos levam
    Ao infinito ou a um sítio seguro
    Quero a leveza das tuas carícias
    Movimentos de ondas
    Estrelas, espuma branca, preguiça
    Nos grãos de areia descansam e chamam
    Pelo teu nome que se afasta das marés
    Nas nuvens algodão branco que correm
    Suave é o céu no teu corpo hortelã
    Picantes os dedos que ambicionam
    O prazer gritante na garganta que seca
    Água que se esgota, límpida, cristalina
    Como a língua que se espalha no corpo delirante
    E a lua canta o segredo dos amantes
    O mundo desabou nas minhas costas
    Desintegrou-se nos carinhos dos teus olhos
    Ventanias que espalharam lírios em campos dispersos
    Sou segredos que chovem nos dias de sol
    Sou translúcida no sentir
    Imperceptível no meu, teu querer
    Se me decifras lês os meus encantos
    Que navegam nas ondas mais altas
    Dos oceanos que não se esgotam
    (Cris Anvago)

domingo, 1 de março de 2015

    Sinto o teu doce abraço
    Que rodeia e acolhe o meu sentir
    Os teus beijos que me matam a sede
    De viver e ser amada
    De me sentir a flor mais bonita num jardim imenso...
    Sinto a pele que arrepia
    No calor do teu corpo
    E…a noite cai, a lua já se despediu
    Nós continuamos no abraço que se quer longo
    Na maciez dos desejos que se querem fortes
    Sinto-te na noite que não esquece quem se ama
    (Cris Anvago)
    Se és um cavalo selvagem
    Não te deixes dominar
    Galopa pela estrada de vida
    Deixa que o vento seja teu companheiro
    Galopa na praia...
    Sem regras e sem tempo
    Se és um cavalo selvagem
    Aproveita o que a natureza te oferece
    Conta só contigo e luta por ti
    Selvagem serás só de nome
    Serás um cavalo em liberdade
    Sensível e com os instintos apurados
    Sem rédeas
    Sem dono
    Serás tu mesmo
    E o teu instinto te dirá o que é melhor para ti!
    (Cris Anvago)
    Não existe um tempo certo para amar
    Não existe o amor com tempo programado
    Não existem palavras pré-definidas
    Quando se está com quem se ama
    Tudo tem que ser espontâneo...
    Para ser mágico
    Para existir melodia
    O tempo para amar é agora
    O ontem e o amanhã
    Amar sem tempo
    Ter sempre tempo para amar!
    (Cris Anvago)
    Quando o corpo se cansa do árduo trabalho, do dia que não te deixa descansar, os problemas acumulam-se e os papéis fazem uma pilha torta, nada homogénea, nada bonita.
    O pensamento quer voar, pensar como seria se, de repente, do nada surgisse uma forma de vida mais simples, descontraída, onde tudo se resolvesse, fizesses o que gostas, sorrisses mais, amasses mais.
    Que o teu exercício não fosse só os dedos que bailam nas teclas do computador, os papéis e mails que se acumulam á... espera do teu querer e força para trabalhar.
    Cada vez o teu sorriso se desvanece mais, mas, necessário o salário que recebes, que depois achas que é tão pouco para o tanto que fazes!
    Sentes que ninguém te compreende, que és mais um número feito para trabalhar.
    Quando nasceste pensaste que tudo seria mais fácil, querias chegar á idade adulta, agora tens saudades dos teus tempos de criança.
    Seria bom se todos nós só fizéssemos só o que gostamos de fazer, sem horários e preocupações, gerir o nosso próprio tempo, fazer tudo ao nosso ritmo, seria bom…
    (Cris Anvago)
    Foto de Cris Anvago.