sábado, 28 de maio de 2016

SOBREVIVER!

Sobreviver
É entristecer a cada dia que passa
Não sonhar
Ter dificuldade em levantar
A luz ferir o olhar
A depressão que quer apoderar-se do corpo
Depois da mente dominar

Sobreviver
É caminhar entre o cinzento e o preto
Um suspiro ser um lamento
Ser sempre outono
Em que as lágrimas caem como folhas
Sem cor e sem força
Que só se deslocam se existir vento

Sobreviver é…
Morrer devagarinho...
Sem Sol nem carinho...

Cris Anvago
Ríspidas as palavras que não são ditas
Melancólicos os beijos sonhados
Tristonhos os olhos quando não alcançam os teus
Alegre o corpo quando sorri no teu…

Cris Anvago


Gosto de ser louca
Imprudente nas palavras
Exagerada nos gestos
Ser excessivamente carinhosa
Não refletir no amor
Gosto que gostem assim de mim
Que degustem através das palavras
A minha saudável loucura
Não gosto de débeis paixões
Gosto de vulcões!!
Furor nos gestos
Que não sejam tranquilos os beijos
E os desejos floresçam
corpos que se embebedam em prazeres
E sejam tudo!
Tudo o que queiram ser!

Cris Anvago
Escuta com atenção
Quando te chamo
Escolhi o teu nome
Por ser o mais carinhoso no meu coração
Ouves-me chamar por ti?...

Cris Anvago

EM TI

Quero ser em ti
O sol
Brilho no teu dia e na tua noite
Felicidade e alegria
O contentamento de um afago
Agasalho nas coxas que se apertam
Unir o prazer
Intensificar as cores
Nos olhos esvoaçar
olfacto intenso
Calor nas veias
A inclinação dos corpos
Propensos a amar
Sentir e vibrar
De prazer
A palavra que esvoaça
Amar-te na madrugada sem hora…
Quero ser em ti
O tudo do pouco que sou!

Cris Anvago
Não deverão existir dias sombrios
Melancolias e tristezas
Se a vida é feita de momentos
Onde os gestos num ápice desaparecem
Que os corpos não se ausentem
Que as mãos se escondam
Nos poros emergem energias.
Irrompem palavras errantes
Nos lábios inconstantes
Entre o beijo e o silêncio
Nómadas os desejos
Ambulantes os beijos
Transformados em gemidos profundos, densos
Num céu repleto de estrelas
Luminosidade extrema
Na complexidade das emoções
Se a vida é feita de momentos
Os segundos são cruciais
É urgente vivê-los!

Cris Anvago
Paixão
Êxtase de ser
Dois corpos num só
Cegueira
Prazer de bem querer
O grito de prazer na escuridão…

Cris Anvago

(A)MAR(ES)…

O navio corta as ondas do mar
Imensidão
Abismo
Oceano sem fim
Linha do horizonte com cheiro de carmim
Vermelhos os sorrisos
Rubras as faces
Fisionomias em desalinho
No desarranjo dos lençóis
Navegam as emoções
Corações em alvoroço
Agitações!!
Enternecidos os olhares
Mergulham no prazer
Abandonam o navio
Mergulham no amar!

Cris Anvago

QUERO-TE!!

Quero-te!
Sem regras, sem leis, sem tabus
Quero que o teu corpo se solte em mim
Que sejas vulcão
Mar, sensação
Quero que sejas o meu perfume
Que me embales
Nesses olhos enigmáticos
Quero-te
Lábios com sabor a morango
Fruta madura
Que escorre nos meus…
Quero-te
No silêncio da noite
No barulho nos dias
Porque te quero para sempre!...

Cris Anvago
O sol aquece
A lua por vezes esquece
A rosa perfuma
Outras vezes pica
Faz ferida
Sangra a alma
Na despedida
Perde-se a vida
Na espera
Do que a vida tem
Luta-se
Escorrega-se
Caímos no abismo
Acordam as estrelas
Longínquas
Parecem pequenas.

Na imensidão de mim,
o sol ainda aquece e a lua sempre aparece
Tenho estrelas penduradas na minha janela
No sorriso que me deseja
Na boca que me beja
As rosas são perfumadas
E acredito em jardins coloridos em lugares distantes

Cris Anvago
Deixa o saxofone tocar
Toca-me na alma
Deixa-me flutuar
Na música que tens dentro de ti
Abraça-me
Cola-te a mim
Ouve o saxofone
Será a nossa melodia
Nesta noite
Que não terá fim
Beija-me
Sente-me
Em ti…

(Cris Anvago)

CARTA

De: Cris Anvago
Para: Ti


Boa noite meu amor,
Escrevo-te esta carta com o coração nas mãos, aquele coração que tão bem conheces, ou pelo menos eu penso que conheces.
Quero oferecer-te o meu coração, apesar de já saberes que te pertence.
A lua fica sempre mais brilhante no instante em que te penso e sinto, naquele abraço caloroso onde os nossos corpos se entrelaçam e sonham, quando o sonho se torna realidade em que os teus lábios amanhecem nos meus.
No frio da noite, lá fora acontece o que não me interessa, cá dentro o calor do teu sorriso é lava no meu olhar, vulcão que me veste e arrepia.
No abraço que envolve o coração que me desperta sinto-te sempre cada vez mais! E, o mais, cada vez é maior, como maior é o desejo que nos une, a paixão que nos envolve e o amor que nos pensa nas noites e nos dias que vivemos, cada vez mais forte!
Escrevo-te e sei que vais ler-me, sentir-me e abraçar-me.
As minhas juras de amor são tuas, os meus sonhos sempre se cruzam com os teus.
Sempre te desejo um bom dia e sempre aguardo ao fim da tarde, neste outono frio em que as folhas caem e eu, com um sorriso sempre te espero.
O nosso beijo é melodia que não se esquece e o toque aquece a fogueira da memória, o carinho do teu olhar. O teu olhar é a praia onde me espreguiço, és praia onde navego, o sonho é breve, mas a realidade é infinita.
E como te quero meu amor, o pulso acelera na espera de te abraçar sempre mais.
Escrevo-te esta carta meu amor, só para te dizer que te amo!
Beijos de mim em ti.

Cris Anvago

Posso acreditar em muitas coisas
Mas, para ser feliz
Primeiro tenho que acreditar em mim!

Cris Anvago

A LUA NÃO EXISTE NA NOITE TRISTE

Se perguntarem por mim
Fui ver a lua
Mas não a vi…
O nevoeiro escondeu-a de mim…
A esperança está na pele
Na viagem que fazemos
Mas a lua não aparece
E as sombras não existem
Nas estradas escuras
Mãos cansadas de não se tocarem
Olhos tristes por não se verem
Vozes mudas que não se encontram
A noite acontece e a lua não aparece
Esqueço-me do tempo
No tempo que perdi
Que perco
Não desperto
Durmo na noite sem lua…
Nem sei se estou aqui…
Perdi-me no tempo
Sem tempo para mim…

Cris Anvago

quinta-feira, 19 de maio de 2016


TANGO

Num segundo agarro-te
Prendo-te
Voas nos meus braços
Deslizas no meu corpo
Enlaças as tuas coxas nas minhas
Seguro-te não te deixo cair
E toca a musica
Alta e ritmada
Soltas-te
Desenhas
O teu desejo
Na dança
Balança o meu coração
Abraça-me
Toca-me forte
Sente o ritmo
De nós…
Namoro-te
Sem palavras…
No tango que nos une…

Cris Anvago
Bailam as melodias nos caminhos sem destino
Espraiam-se as ondas na praia
Esperam por corpos quentes
Desce o sol para agitar sentimentos
Perdidas no céu
As nuvens navegam como caravelas
Perdemos tempos infinitos a observá-las
As nuvens sempre me encantaram
As brancas que parecem algodão doce
Amaciam a minha imaginação
Bailam as melodias
Na paisagem que se observa
Bela e em constante transformação

(Cris Anvago)