domingo, 11 de maio de 2014

Não gosto da minha sombra...não tem cor...(Cris Anvago)

GAVETA FECHADA

Abri uma gaveta
Onde estavam palavras adormecidas
Sorrisos tímidos
Gestos descoordenados
Roupas que nunca estiveram na moda
Em fotografias descoradas pelo tempo
Abri uma gaveta do passado
Onde me revi e me reencontrei...
Mas em muitas palavras e gestos
Meios sorrisos e olhares que fugiam do mundo
Não me reconheci…
Palavras e fotografias sem cor
De um passado que não era eu
(Cris Anvago)
No teu olhar
Um mundo por desvendar
Prazeres que já foram pintados
No quadro das tuas emoções
Olhar profundo
Que arrepia a pele
No teu olhar
Cascatas de prazer
Revelam-se…sem saberes…
(Cris Anvago)
Pinta um quadro com as cores com que me sentes
Descreve em palavras a maneira como me sentes
Faz uma escultura da forma como me sentes
Comete uma loucura e diz-me…
Como me sentes?
(Cris Anvago)

sábado, 10 de maio de 2014

E…o sorriso vai-se desvanecendo na tela da vida…quando o tempo passa e tu não vens…(Cris Anvago)
Não leves o meu sorriso
Sorri comigo...
(Cris Anvago)

LOUCA

Sou gestos
Que inventei no teu corpo
Corpos juntos, colados
Na voz ardente
Que te invade
Sou louca…dizes-me…
Quero ser louca em ti
Fazer-te ver as estrelas brilharem...
Seres céu e mar
Não te disse amor?
Quero estar sempre contigo…
(Cris Anvago)
Sem me assustar com a vida, caminho descalça, sem olhar para o chão...o meu coração diz-me sempre quando devo flutuar no caminho que escolhi...(Cris Anvago)

BRINDAMOS

Brindamos!
A tudo o que nos une
O vinho escorre pelas nossas gargantas
Como um beijo que navega no corpo
Queima os dedos
Alegra o nosso olhar
Momentos nossos
Quentes, deliciosos…
Brindamos!
Ao nosso Amor!
(Cris Anvago)

TODA A VIDA

Quando chegaste
Trazias as mãos cheias
De amor e carinho
Dançaste no meu corpo
Como uma onda irrequieta
E eu voei nos teus beijos
Sou dona das estrelas
Navego nas tuas doces nuvens...
Beijas-me
Como se só existisse aquele momento
No meu imperfeito sonho
Partiste com um sorriso
Perco a vontade de voar
Por um momento
Só por um momento
Até voltares
E de novo voarei no teu céu de amor…
Perdi-te por um segundo
Encontrei-te para toda a vida!
(Cris Anvago)
Gosto muito de ser amada
Mas, queres saber um segredo meu?
Amo muito amar
Sentir a tua pele ferver
Ver o brilho no sorriso
O mar nos olhos
E...as minhas mãos são pétalas de rosas
que acariciam os teus mistérios...
Revelas-te....
Amo-te...Amo-te...Amo-te...
(Cris Anvago)

O MEU NOME

Eu sou mais que o meu nome!
Sou sensibilidade, paixão, ternura
Beijo, vulcão, aventura
O meu nome não é nada
Se não existir a minha pele
Que queima a tua, arrepia, enlouquece
Não te quero só na noite quente
Desejo-te no dia que amanhece...
No sorriso dos meus lábios
A língua baila ao som da tua melodia
Sou o que quiseres
Calma, Ardente…
Palavra que ferve ou fria
Sou muitas para amar-te
Serei muitas mais para conquistar-te
Todos os dias da minha vida!
(Cris Anvago)
O meu amor transborda do meu corpo para o teu...
O prazer é todo nosso
No gemido que sufoca na garganta
Que grita num murmúrio a explosão da nossa paixão...
(Cris Anvago)
Ofereço-te um abraço firme, para que possas naufragar, em segurança, nos meus sonhos…(Cris Anvago)

PALAVRAS BARALHADAS

Baralha as palavras
Ralha, lavra, grita, e leva
Sentimentos não se elevam
Sem ti…
Momentos…não voam…
Caminha nas pedras leves
Minha nuvem de algodão
Doce, mão, vem, no corpo...
Acaricia a pele
A carícia que nasce nos dedos
Desce pelo corpo
Elo que é alma cresce o desejo
Do beijo intenso
Doce, algodão, beijo de desejo
Baralha as palavras
Junta sentimentos
Sem ti
Não existem doces momentos…
(Cris Anvago)

A PALAVRA

A palavra é soberana
Teatral, fingida, real
A palavra pode ser verdadeira
Ou falsa
Ser vazia ou ter sentimento
A palavra pode ser alegre ou tormento
Pode ser grande ou minúscula
Pode gritar ou sussurrar...
A palavra até pode tocar
E ser tocada
Ser fiel e ser amada
Ser sonho
Imaginada
A palavra pode tudo!
Depende de quem a diz
De quem ouve e sente
A palavra para mim não é banal
É profunda, viva, tem sentimento!
(Cris Anvago)
Acompanha-me se conheces a melodia que danço...se sabes a letra da canção que canto...(Cris Anvago)
Pintei o teu rosto com um sorriso e foste insónia num beijo ao luar...(Cris Anvago)

SAUDADE

O coração grita e não esquece
Os gestos, os medos, os abraços...
A luz da pele
O brilho nos lábios
O sorriso no olhar
O toque
A voz
A palavra...
O silêncio
o grito
O suspiro...

A ferida tatuada na pele...
Do tempo que escorre
Nos ponteiros do relógio já cansado de esperar...
Será isto a saudade?
(Cris Anvago)

É FÁCIL AMAR

É fácil
De dia sorrir, ao sentir o sol aquecer a pele
Quando a noite chega
Sentir o teu sorriso no meu
Eu só quero
Ser a luz que existe em ti
Quero ser o navio que te leva
Levantei-me e olhei-te...
Vesti-me com os teus gestos
Iluminei a madrugada com um beijo
Os meus dedos acenderam-se
Na tua pele quente e suave
Fui onda gigante
Estendi-me e rebolei na areia de ti…
(Cris Anvago)