sábado, 6 de setembro de 2014

Amar é dançar uma valsa antes de um tango…(Cris Anvago)
A água que cai sobre ti
Não se entranha nos teus poros
Escorrega no teu corpo
Deixando-o só molhado e fresco
O meu toque que passa suave em ti
É tatuagem que permanece
Na tua pele que fica quente
Que arrepia e não esquece
O sentir do amor que se prolonga
No odor que fica...
Imagem na retina dos teus olhos
Que me encantam
Todos os sentidos ficam alerta
Corpo que se ilumina
No afago que o amor sempre desperta
(Cris Anvago)
Na tela em branco
Desenhei a minha pele nua
Cor de fogo
Colada na tua
(Cris Anvago)

NÃO EXISTEM HORAS

Fora de horas
Falamos sem pensar
Não é raciocínio lógico
É a loucura de querer
Que não existam horas
Que limitam a nossa vida
Queremos mais que 24 horas…
São poucas para viver…amar…sonhar…...
Não precisamos de relógio
Os ponteiros formam um círculo
Ficamos presos
No círculo invisível das horas
Sempre as mesmas
Sem surpresas
As horas não existem para quem ama
Pulamos fora do relógio
Trocamos as horas nocturnas por diurnas
Seguimo-nos pelas estrelas…sem hora
Acariciamos a lua que aparece de dia
Que bom amar loucamente
Só com o bater do coração
Amar sem horas!
Ser livre e doida
Assim sou eu!
(Cris Anvago)

SE FOSSE POETA

Sempre te sinto
Nas palavras que escrevo
Pinto os meus sonhos
Com as cores que são nossas
Se fosse poeta
Estarias sempre presente
Em rimas perfeitas

Na imperfeição dos meus pensamentos
Que voam pelo infinito
Mesmo não tendo o dom da escrita
As palavras tremem
Pela harmonia e desalinho
Contradição e beleza
Que em mim se desfolha

Se fosse poeta
Os meus versos
Seriam ritmados
Como o bater do meu coração
Que por ti grita
Gritos surdos
Que devoram a noite
No eco do mundo
És guarida dos meus lábios
Abraços que me aninham
Os meus poros exaltados
Brilhantes e emaranhados
No entrelaçado que sou eu

Em palavras e gestos
Sou eu que te ama eternamente
Que por ti espera e ri
Afaga e acaricia
Completamente louca por ti
Sou eu meu amor
(Cris Anvago)
Amo-te sem explicação
Não existe razão
Para um coração apaixonado
Canto por te amar
Sei que gosto
Do teu terno beijo
Quando me olhas intensamente
Sinto-me nua
E adora que me vistas
Com a ternura e beleza...
Das palavras que são flores
No meu corpo feito jardim
Amo-te porque amo
Por todas as razões que tenho
Para te amar cada vez mais!
(Cris Anvago)
Chegar ao cume da minha alegria
Acariciar o teu corpo
Que me suaviza a alma
Vestida de flores
Trepar na árvore milenária
E gritar no bosque do encantamento
Povoado pelos sonhos
Amo-te!
E ecoa o meu coração
No meio do silêncio...
A noite acordou
Entrelaçada fico nos teus beijos meu amor…
(Cris Anvago)
Descubro nos teus lábios
As palavras que não dizes
No teu corpo revelas
A paixão que por mim sentes
No toque da melodia
Que encanta o teu olhar
Amo-te de madrugada
Vejo em ti o sol raiar
(Cris Anvago)

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

No querer sempre mais
Podemos perder o que pensamos ser “menos”
Mas que para nós é o mais importante
Pequenas coisas que podemos não dar o devido valor
A vida! O amor!
O menos pode ser o mais que não vemos
Corremos no tempo
Desperdiçamos momentos
Quando chegamos ao fim do dia
Vemos
Que nos esquecemos de sorrir
(Cris Anvago)
Bebo dos teus lábios o mistério da paixão…(Cris Anvago)
A palavra pode fazer sonhar
Mas é o toque que faz delirar!
(Cris Anvago)

O SOL E A LUA

Quando o sol nasce
A lua vai-se deitar
Está exausta de tanto brilhar
E pensa o sol que brilha mais
A lua é a companheira
Dos solitários que se perdem na noite
Dos sonhadores
Dos enamorados...
O sol dá-lhes a energia
Perdida ao som da lua
Nas noites de insónias
De solidão
E, para alguns, de infinita paixão
De promessas e beijos loucos
De amor que sabe a pouco…
(Cris Anvago)
A forte ventania pode derrubar-me
Mas tem que ser muito mais forte
Que a minha força de vontade
Em manter-me de pé!
É a suavidade da brisa
Que afaga o meu corpo
Abraça as minhas memórias
Sorri com os meus sonhos
É o odor do teu olhar pela manhã
(Cris Anvago)
Na imensidão da noite escura
Os teus olhos são estrelas que me guiam
(Cris Anvago)
Quem não me conhece por dentro
Não me consegue ver
Muito menos sentir
(Cris Anvago)

CAMINHAMOS SEM VER

Por vezes caminhamos
Sem olhar pela estrada que percorremos
Estamos ausentes
Do mundo
De nós
Não percebemos se é aquele caminho
Sabemos que temos que caminhar
Temos que parar...
Observar
Ver se é mesmo isso que pretendemos
Onde vai dar a longa estrada
Se queremos continuar
Essa insensata caminhada
A resposta sempre está em nós!
(Cris Anvago)

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Na tristeza e na dor sobrevive-se
No amor vive-se!
(Cris Anvago)
Não sou mais que ninguém
Basta-me ser o que conquistei de mim!
(Cris Anvago)
Para mim não existem infinitos
Caminho na direcção que escolho
Sabendo quais são os meus limites
Posso não alcançar as nuvens
Mas as estrelas sim
Posso não ter o oceano
Mas o mar no meu corpo
Seguindo os meus limites
Passo a passo
Posso chegar ao que eu pensava ...
Ser o infinito
Com calma, paciência e luta
(Cris Anvago)
Não te deixes enrolar na onda dos elogios
Pelo teu exagerado ego
Afundas sem dares por isso
E é muito mais difícil voltar á superfície
(Cris Anvago)