sexta-feira, 15 de maio de 2015

    Queima-me a pele
    Com o olhar que faz dançar o sol
    Nas águas eternas
    Nas ondas que se espantam
    No mar que se inventa...
    Caravela que se solta e no mar se envolve
    Tempestades, vulcões nada fazem parar
    O erotismo
    A paixão das coxas em delírio
    Queima a pele no toque que grita!
    E é verão nos corpos em movimento
    No céu que se alcança
    Nas ondas onde se descansa
    Queima-me a pele!
    Nas noites em que, depois, adormeces em mim…
    (Cris Anvago)
    Foto de Cris Anvago.
    Foto de Cris Anvago.

domingo, 10 de maio de 2015

BOSQUE ENCANTADO

    Caminho num bosque
    Onde os sonhos são coloridos
    Onde as flores se abrem
    Ao ritmo dos sentidos
    Os odores espalham-se...
    Na atmosfera brilhante
    És a estrela cadente
    A lua irradia loucura
    Os dedos passeiam no corpo
    Imensa ternura
    Caminho e navego
    Na melodia do bosque
    Bebo dos teus lábios
    Os beijos mais intensos
    Que me saciam a sede
    Sou louca num mundo imaginário
    Num sonho
    Onde a loucura é saudável
    Navego nas flores que brotam
    Beijo a seiva
    Transformo em mel
    O odor das palavras
    Que derramas em mim
    Sou simples
    Nua
    Em ti…
    No bosque encantado e colorido onde se abrem as pétalas e se espalham os meus sentidos…
    (Cris Anvago)

sábado, 9 de maio de 2015

    Foto de Cris Anvago.
    Foto de Cris Anvago.
    Arde a pele
    No toque suave
    Pétala de rosa
    Que se abre
    Na noite...
    Que aquece
    Sol
    Que queima
    Sangue que ferve
    Paixão que se vive
    Amor que se ilumina
    (Cris Anvago)

DESERTO

    Sou deserto
    Um céu sem estrelas
    Um sol que queima sem razão...
    As lágrimas nem chegam a descer
    Secam antes de rolar
    Sou o que não vejo
    Para lá da linha do horizonte
    Não sou o ontem
    Não vivo o hoje
    Nem imagino o amanhã
    Sou tristeza
    Sem lua nem estrelas
    Sem mar
    As ondas desapareceram
    Existem estradas sem saída
    Flor que desistiu de crescer
    Nem erva daninha sou
    Falta-me a força para sobreviver
    Sou deserto árido
    Não distingo a noite do dia
    Tudo é cinzento e negro
    Tudo é melancolia
    (Cris Anvago)

terça-feira, 5 de maio de 2015

Dancei
As melodias
Que foram crescendo no meu corpo
Rodopiei nas minhas alegrias
Dancei a valsa das tristezas
Tremi no forró
Sorri no samba
Delirei no sapateado
Remexi as ancas ao som do twist
Delirei no rock
Gritei no folclore
Enlouqueci no tango
Vivi e senti o fado
Embalei-me na morna
Despertei quando dancei kizomba
De repente surgiu a rumba
Virei no vira da minha terra
Agora...
...........Vou dançar...
...............................E sentir...
............................................Um slow....
(Cris Anvago)


Gosto
De me vestir de palavras
Envolver-me em gestos
Saborear os toques
Navegar em sonhos
Acordar nas nuvens
Sonhar colorido
Despentear-me de idéias
Viver e amar
Sempre!
(Cris Anvago)

Passos confiantes de quem quer vencer
Fazem o chão vibrar
Quando passam em qualquer estrada
Por muito difícil que seja o caminho
(Cris Anvago)

segunda-feira, 27 de abril de 2015

    Compreendes os meus silêncios melhor que eu, ouves os meus gritos mudos, acaricias o meu olhar de tristeza, apoias-me em todos os momentos que preciso.

    Sabes calar, quando os meus lábios nada dizem e os meus olhos ficam perdidos.

    Quando tento reencontrar-me e perceber-me.

    Confortas-me nas palavras que pensas e não dizes, nos abraços apertados que me vestem de carinho, do carinho que preciso!

    És o sol que me aquece, a melodia que me inunda quando o frio se instala no meu corpo.

    Sinto-me nua perante ti (e gosto), porque sei, que mesmo no silêncio, tu me lês e tudo fazes para que eu reencontre a paz que tanto preciso.

    Esperas pelo meu sorriso para sorrires comigo.

    És a vida que eu sempre procurei.

    O amor verdadeiro e inteiro.

    És o mundo que eu preciso, quero e amo de coração.

    Em mim pulsa o teu olhar, as tuas lágrimas que se misturam com as minhas, os sorrisos que se espalham em nós.

    És o amor mais que perfeito.
    Mais do que eu mereço!
    Meu Grande e sempre amor!
    (Cris Anvago)

Obrigada amiga Lourdes Sousa!!

    Foto de Lú Poesias.

domingo, 26 de abril de 2015

INSÓNIAS DELIRANTES

    Nas noites em que não durmo
    Voam os pensamentos
    Onde os sonhos se espreguiçam...
    Por mim
    De olhos abertos
    Espero que o mundo se revire
    Fique tudo ao contrário
    Onde os gritos de dor
    Sejam sorrisos de amor
    As injustiças sejam imaginação.
    Na minha memória
    Pairam doces imagens
    Palavras suaves
    Não durmo mas deliro
    Na loucura do que queria
    Que fossem as pessoas
    Mais humanas, mais alegria
    Falsidade não existe
    No dicionário que construí
    Na noite em que não dormi.
    Andei nas nuvens
    Contruí o meu próprio mundo
    Tão diferente
    Tão crente
    No íntimo de quem é persistente
    E tenta ser como toda a gente.
    Somos diferente
    E devemos encarar o que somos
    Admitir os nossos defeitos
    Realçar as qualidades
    Rir mais que chorar
    Olhar mais para fora que para dentro!
    Existem mais sofredores que nós
    Mais pessoas que estão neste mundo
    Que lutam
    Mesmo estando sós
    Compreendo-me
    Compreendo-te
    Tento mudar-me
    Sempre para melhor
    Na noite em que não durmo
    O dia seguinte pode ser
    Dia de sol ou escuridão
    Sou eu que escolho
    Sou eu que me reinvento!
    (Cris Anvago)

PORTUGAL 25 ABRIL 1974!

    UM CRAVO!
    Cheio de significado
    Não apenas uma flor...
    É um grito!
    Vozes unidas
    Dores esquecidas
    Milhares de cravos
    Vermelhos
    Sangue que pulsa
    Liberdade que se expande
    Sonhos de um futuro melhor
    Abraços, sorrisos
    1974! Ano para recordar!
    Vermelho e verde
    Símbolo da liberdade
    Cinzentos os rostos
    Transformados em risos coloridos
    Palavras de ordem
    “O povo unido”
    Sem partidos
    Com sentido
    “Jamais será vencido”
    Num único objetivo!
    Justiça e igualdade
    Respeito de braço dado!
    Não desistam da luta!
    NÃO DEIXEM MORRER O CRAVO!
    (Cris Anvago)
    Foto de Cris Anvago.

A NOITE

    Largos são os passos
    Deambulando incertos, preguiçosos
    Pela estrada infinita...
    Vermelhos são os lábios
    Estridentes gargalhadas
    Pronunciam gestos de ternura
    Brilhantes os olhares
    Estrelas que caminham
    Vorazes os corpos que desejam
    Adrenalina e paixão
    A lua comanda a vontade
    Os sentidos são mágicos
    Tudo é belo
    Mundo que se constrói
    Na noite e na noite se desvanece
    Gritos, paixão, sussurros, alegria!
    (Cris Anvago)
    Se o sol não brilhar amanhã
    Vais deixar de sorrir?
    (Cris Anvago)

sábado, 25 de abril de 2015

    Entendes os espinhos da rosa? Sabes como amá-los?
    Compreende que nem todo o odor inebria a tua alma, que toda a rosa tem espinhos, toda a estrada tem pedras, existem montanhas no teu caminho.
    Consegues contornar os obstáculos? Perceber o sentido do teu sentir em relação á pele que te veste e ao toque que te arrepia?

    Se tens consciência e analisas os porquês, interrompes a palavra que teima em sair apressada e vês para além do visível, consegues pensar e sentir o que deves fazer, sentir e dizer.
    Em cada segundo o pensamento é vento que abala as tuas verdades, os teus valores. Tens que ser mais forte que o vento, ser muralha, parar o pensamento.
    E na rua deserta, onde se instala a melancolia? És chuva que molha a vontade de ser o que és e de ver a outra pessoa na sua essência?
    Tantas interrogações que se espalham nas nuvens que não passam para além de ti.
    Interrogação que se instalam no pensar, que é só teu, na tua vontade (ou não) de ver profundamente quem está á tua frente.

    Conhece quem pouco fala e fala com quem pouco se quer revelar.
    Os espinhos são a proteção das rosas, o seu escudo, o nevoeiro que não revela as desilusões da vida.

    Vestes de negro os teus pensamentos ou mergulhas na onda sem medir as consequências?
    Deixa-te levar pelas tuas emoções, ama e vive, sorri e abraça.
    Constrói o teu mundo paralelo ao que existe, não temas os comentários degradantes de mentes pequenas.
    Pensa sempre por ti e para ti!
    Existem rosas sem espinhos?
    Consegues não te picar?
    Cabe a ti descobrir.
    (Cris Anvago)
    Escrevo os momentos na página da vida, danço nos parágrafos, beijo os silêncios.
    Penso nos dias que passam, para algumas pessoas são demasiado compridos, para mim têm poucas horas.
    Calo-me nos instantes em que percorro as madrugadas nos pensamentos errantes.
    Grito no mar que me acolhe e afaga o meu corpo.
    Pequena, pareço frágil, mas a força é grande, raízes profundas que se agarram á terra enquanto a imaginação se solta do corpo molhado....
    Acaricio os teus momentos.
    Longínquos os teus olhos dos meus, abraçados os nossos corações.
    A noite vai caminhando a passos apressados para a madrugada, o dia vai nascer, nas flores que se abrem as minhas palavras exalam o perfume na atmosfera que percorre a distância entre os nossos corpos.
    Sou tua, mesmo na distância de hoje…
    (Cris Anvago)