domingo, 26 de abril de 2015

INSÓNIAS DELIRANTES

    Nas noites em que não durmo
    Voam os pensamentos
    Onde os sonhos se espreguiçam...
    Por mim
    De olhos abertos
    Espero que o mundo se revire
    Fique tudo ao contrário
    Onde os gritos de dor
    Sejam sorrisos de amor
    As injustiças sejam imaginação.
    Na minha memória
    Pairam doces imagens
    Palavras suaves
    Não durmo mas deliro
    Na loucura do que queria
    Que fossem as pessoas
    Mais humanas, mais alegria
    Falsidade não existe
    No dicionário que construí
    Na noite em que não dormi.
    Andei nas nuvens
    Contruí o meu próprio mundo
    Tão diferente
    Tão crente
    No íntimo de quem é persistente
    E tenta ser como toda a gente.
    Somos diferente
    E devemos encarar o que somos
    Admitir os nossos defeitos
    Realçar as qualidades
    Rir mais que chorar
    Olhar mais para fora que para dentro!
    Existem mais sofredores que nós
    Mais pessoas que estão neste mundo
    Que lutam
    Mesmo estando sós
    Compreendo-me
    Compreendo-te
    Tento mudar-me
    Sempre para melhor
    Na noite em que não durmo
    O dia seguinte pode ser
    Dia de sol ou escuridão
    Sou eu que escolho
    Sou eu que me reinvento!
    (Cris Anvago)