sábado, 11 de abril de 2015

    Arranca de mim
    Os mais fundos gritos
    De prazer infindável
    Dá-me tudo
    Mesmo o que não saibas o tudo que tens...
    Desnuda-te perante mim
    Envolve-me sofregamente
    E sente
    A euforia do meu corpo em chamas
    As células que se abrem
    Reclamam beijos fundos
    Sorrisos estridentes
    Ouve a minha respiração
    A língua solta-se na pele que te veste
    Prova-te
    Prova a minha tempestade
    Que outrora foi brisa
    Desliza nas sensações desconhecidas
    No precipício da paixão
    Agarra-me para caíres no céu
    Afundares-te na onda
    O ar falta no novo universo
    Oxigénio que se esvai
    Em suspiros roucos
    Arranca de ti tudo o que não gostas
    Desprende-te das amarras
    Nas coxas que se enrolam
    Viagem no barco á vela na tempestade
    Perde-te no oceano de mim
    Toca a minha pele que arde!
    (Cris Anvago)