sábado, 25 de abril de 2015

    Entendes os espinhos da rosa? Sabes como amá-los?
    Compreende que nem todo o odor inebria a tua alma, que toda a rosa tem espinhos, toda a estrada tem pedras, existem montanhas no teu caminho.
    Consegues contornar os obstáculos? Perceber o sentido do teu sentir em relação á pele que te veste e ao toque que te arrepia?

    Se tens consciência e analisas os porquês, interrompes a palavra que teima em sair apressada e vês para além do visível, consegues pensar e sentir o que deves fazer, sentir e dizer.
    Em cada segundo o pensamento é vento que abala as tuas verdades, os teus valores. Tens que ser mais forte que o vento, ser muralha, parar o pensamento.
    E na rua deserta, onde se instala a melancolia? És chuva que molha a vontade de ser o que és e de ver a outra pessoa na sua essência?
    Tantas interrogações que se espalham nas nuvens que não passam para além de ti.
    Interrogação que se instalam no pensar, que é só teu, na tua vontade (ou não) de ver profundamente quem está á tua frente.

    Conhece quem pouco fala e fala com quem pouco se quer revelar.
    Os espinhos são a proteção das rosas, o seu escudo, o nevoeiro que não revela as desilusões da vida.

    Vestes de negro os teus pensamentos ou mergulhas na onda sem medir as consequências?
    Deixa-te levar pelas tuas emoções, ama e vive, sorri e abraça.
    Constrói o teu mundo paralelo ao que existe, não temas os comentários degradantes de mentes pequenas.
    Pensa sempre por ti e para ti!
    Existem rosas sem espinhos?
    Consegues não te picar?
    Cabe a ti descobrir.
    (Cris Anvago)