sábado, 23 de novembro de 2013

Por vezes sinto-me incompreendida...
...ou sou eu que não me faço compreender?
Perco-me nas palavras
Distorço o raciocínio
Deturpo o significado
As palavras baralham-se...
...ou sou eu que as baralho?
Como um castelo de cartas
A palavra que digo
A interpretação que é dada...

O oposto...do que penso...
As palavras são chuva
Atingem e magoam
São lágrimas...
E surge o silêncio...
E no entrelaçado raciocínio
As palavras são o nó
Que aperta e sufoca
As palavras são o frio
O vento que corta
Se me sinto incompreendida...
...são as minhas palavras...
Que provocam essa incompreensão...
Quando o meu pensamento está obscuro
Nem sempre sou sol...
Mas sempre amo!
Mesmo na confusão do raciocínio
Das palavras que se tornam errantes
O sentimento sei que tenho
Prefiro os meus gestos compreensíveis
E que dizem muito mais de mim
Neles o coração sempre fala...
(Cris Anvago)