segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

DESERTO

    Na aridez do deserto que não termina
    O corpo arde em tempestades de areia
    Cegos os olhos empoeirados...
    Sem rumo, de areia cercados
    Os pequenos grãos são facas no corpo
    Que se movimenta por instinto
    A mente grita por uma miragem
    Um rio sem fim, sem margem
    Banhar os sonhos nas límpidas águas
    Sem certezas e sem rumo
    O deserto eleva-se
    Gigante enfurecido
    Que enrola o sonho interrompido
    A determinação é maior
    A força sobressai
    Ressalta o grito de liberdade e dor
    A miragem é realidade dentro de mim
    Amo, luto, venço, acarinho
    Rodopio no deserto
    Sou vento
    Sou moinho
    Nada me vence!
    Que venha o próximo desafio…
    (Cris Anvago)