sábado, 3 de dezembro de 2016


Quantas vezes ficamos presos na teia dos nossos pensamentos

Nem sabemos de onde vem a aranha que nos prende

Porque, mesmo ela, somos nós que a criamos.

Construímos as nossas amarras

Incapazes de nos libertarmos

Do emaranhado de palavras

Entrelaçadas e imaginadas por nós…

Somos complexos no raciocínio, no sentir.

Desastrados quando queremos transmitir

O que verdadeiramente nos vai no coração

Em vez disso, viramos a cara, gritamos não!

Ao que desconhecemos

E nunca viveremos em liberdade assim

Presos na nossa teia,

que cresce a cada dia,

sem nos apercebermos,

que nem sempre é noite, dor, melancolia

Existe o dia, o sol, o querer e o amar

Basta deixar voar o nosso pensamento

Destruirmos a teia

Viver em liberdade

Correr na vida

Como o sangue corre na veia

Sermos fogueira

No amor e no querer

Na paixão e no viver

Amar sem amarras!

Destruir a teia que nos prende…

Cris Anvago