domingo, 10 de agosto de 2014

SOU GAIVOTA

Sou gaivota solta
No céu que se torna infinito
Na loucura das nuvens
Soltam-se as asas
Corpo leve que sente o vento
Vejo os cavalos que galopam na praia
Na espuma das ondas
Que refrescam os grãos de areia...
Num instante que se faz breve
Sinto a loucura que me invade
Tudo é pequeno no meu alto esvoaçar
E eu, que gosto de brincar
Com as nuvens que afagam o meu corpo
Na minha doce ousadia
Sinto-me a galopar ao sabor do vento
Vibro com a paisagem que me rodeia
Quero alcançar a lua e abraçar o sol
Quero o infinito
Espreguiço-me longamente
No branco lençol que nos envolve
Continuo a voar nos teus braços
Meu amor!
(Cris Anvago)