sábado, 2 de agosto de 2014

No sabor das palavras que não digo
Os gestos que enfeitam o olhar
Rasgo a roupa que me veste de tristeza
Fico nua
Visto-me com as cores com que me pintas
Sou o quadro que não tens na parede!
A escultura quente que abraças
A pensadora que esquece as palavras
Nos gestos adormecidas
O toque enfeitado de mistérios...
Sou o segredo que não revelo
Ilumino-me com a luz da mais pequena estrela
Despercebida, caminho na rua
Não se ouvem os meus passos
Só o meu coração que bate….
……Por ti……
Ouves? ....
(Cris Anvago)