sábado, 5 de abril de 2014

HISTÓRIAS QUE ESCREVO

Comecei a escrever uma história de amor e ternura no teu corpo, mas o tempo é curto amor, a emoção ficou interrompida, o relógio não pára, corremos no tempo e vamos escrevendo a nossa vida.
Pedaços de momentos diferentes vividos, vidros que se quebram, sorrisos perdidos.

Nos momentos somos nós, fora dos segundos estamos sós.
A vida corre e o amor que fazemos escorre nos m...
inutos de prazer que vivemos.

Gaivotas voam ao sabor do vento, trocam olhares. Cruzam momentos, escolhem os melhores ventos, abrem as asas e voam felizes.
E, nos momentos esquecidos de nós, o vento é agreste, a rosa torna-se silvestre, no árido deserto o meu corpo esperou pelo teu.
Os momentos transformaram-se em silêncios vividos, passados, alegremente sentidos.

Corações que riram, choraram e se abraçaram…

Comecei a escrever uma história de amor no teu corpo, mas, como pássaro livre que és, voaste antes do final.

Escolhem-se os céus, escolhem-se os gestos, encontram-se histórias noutros rostos, noutras palavras, sentires diferentes.
Não sou ninguém, sou toda a gente...

As histórias que começo nem sempre têm fim.

Vivo os momentos, revivo e renovo a cada gesto, cada olhar tem um significado para mim.

As feridas que ficam, no longo caminho que percorro, só eu as saro.

Os punhais ferem e fogem, o coração sangra e chora, mas a força sempre fica e regressa o sorriso.

A ignorância do meu coração pede que ame sempre, cada vez mais, mesmo que o corpo , cansado dos segundos inacabados da minha história fiquem nos meus silêncios.

Sou ilusão, passagem, nesta longa viagem que só termina quando a minha alma se desprender de mim…
(Cris Anvago)