sábado, 5 de abril de 2014

PALAVRAS

Na página em branco
As letras amontoam-se
Baralham-se e resvalam
Através do bico da caneta
Escorrem os sentimentos
Como sangue que corre
No rio das veias que percorrem a terra
Mas as palavras não os sentem...
Rebolam sem rumo
Não percebem o calor…o sentir…
Rasguei a folha
Caíram as letras, baralharam-se as palavras
Magoaram-se e furiosamente fugiram
Os sentimentos ficaram na folha
Invisíveis…
(Cris Anvago)