domingo, 29 de junho de 2014

Rostos sem expressão
Movem-se como se tivessem rumo
No caminho coberto de flores
Flores que são pisadas
Por corpos em desalinho
Que avançam sem destino
Sem luz, sem brilho
Olhares que não se cruzam
Porque estão nas cabeças pendentes
De quem sente que leva todo o sofrimento nos ombros...
Não sentem o perfume das flores
Porque já não sentem a vida
Existem para sofrer e nada fazem para mudar
Rostos sem expressão
Que se arrastam…
Vazios…
E tão cheios de amor para dar…
Não sentem…
Apenas sofrem
Nem sabem bem porquê…
(Cris Anvago)